
Julgamento será acompanhado pelos familiares das vítimas, entre eles a ministra da Igualdade Racial
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (24) o julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.
O julgamento está previsto para começar às 9h30 e vai decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos. Foram reservadas mais duas sessões para o julgamento do caso, que serão realizadas na tarde de hoje e na manhã desta quarta-feira (25).
São réus pela suspeita de participação no crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.
O julgamento será acompanhado pelos familiares das vítimas, entre eles a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, e Agatha Reis, viúva do motorista.
Acusação
Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de fazer os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime.
Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução do crime. Ronald é acusado de fazer o monitoramento da rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.
Nos depoimentos prestados durante a investigação, os acusados negaram participação no assassinato.
Votos
A votação que vai decidir pela condenação ou absolvição dos acusados contará com quatro votos. Com a saída de Luiz Fux para a Segunda Turma, ocorrida durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o colegiado não está com quórum completo de cinco ministros.
O rito que será adotado é padrão para todos os julgamentos que ocorrem no colegiado.
A sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino. Em seguida, o ministro chamará o processo para julgamento e dará a palavra a Alexandre de Moraes, relator, que fará a leitura do seu parecer. O documento contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento.
Após a leitura do relatório, Dino passará a palavra para a acusação e as defesas dos réus.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) será responsável pela acusação. Após a manifestação da PGR, os advogados dos réus serão convidados a subir à tribuna para as sustentações orais em favor de seus clientes. Eles terão prazo de até uma hora para as considerações.
Em seguida, os ministros deverão proferir seus votos. Além de Moraes, estão aptos a votar os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Paulo Carneiro Mendes foi detido pela Polícia Civil após ser encontrado com vídeos de abuso em celular, no bairro Bela Vista.
Paulo Carneiro Mendes foi preso em flagrante no bairro Bela Vista, no Núcleo Cidade Nova, suspeito de estupro de vulnerável e de armazenar pornografia envolvendo crianças. A prisão aconteceu por volta das 19h15 deste domingo e foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente de Marabá (Deaca).
De acordo com o relatório policial, Paulo foi inicialmente detido pelo crime de estupro de vulnerável. No momento da prisão, no entanto, os agentes encontraram um aparelho celular em posse do suspeito. Ele autorizou a verificação do telefone pelos policiais, assinando um termo de autorização.
Durante a análise do conteúdo do celular pela equipe de plantão, foram encontrados diversos vídeos com pornografia infantil armazenados na galeria do aparelho.
Diante do material localizado, a suspeita foi confirmada. Paulo permanece preso e está à disposição da Justiça, que dará continuidade às investigações e aos procedimentos legais.

Acidente no Rio Grande deixou seis mortos após embarcação com 15 pessoas atingir um píer na noite de sábado
As seis pessoas que morreram no acidente envolvendo uma lancha na divisa entre Minas Gerais e São Paulo serão veladas na manhã desta segunda-feira (23). A tragédia aconteceu na noite de sábado (21), no Rio Grande, entre os municípios de Rifaina e Sacramento.
Os sepultamentos de Viviane Aparecida Aredes, de 35 anos, Wesley Carlos da Silva, de 45, Erica Fernanda Lima, de 41, e do menino Bento Aredes Ferreira, de 5 anos, ocorrerão no Cemitério Santo Agostinho, na cidade de Franca. Já Juliana Fernanda de Oliveira, de 40 anos, será enterrada no Cemitério Jardim das Oliveiras, também no município paulista.
Antes do acidente, Juliana havia publicado em redes sociais vídeos que mostravam momentos da confraternização em um bar flutuante onde o grupo estava reunido. Após o encontro, os participantes embarcaram na lancha que acabou se acidentando.
Segundo informações das autoridades, a embarcação saiu de Franca com 15 pessoas e, ao chegar próximo à margem mineira do rio, colidiu contra um píer. Nove ocupantes sobreviveram. O resgate mobilizou moradores da região, mergulhadores, a Guarda Civil Municipal de Rifaina e equipes do Corpo de Bombeiros das cidades de Sacramento e Uberaba. Três sobreviventes foram encaminhados para atendimento médico, enquanto outros seis não apresentaram ferimentos aparentes.
Entre os mortos estão uma criança, quatro mulheres com idades entre 22 e 46 anos e um homem identificado como o condutor da lancha. De acordo com apuração inicial, o passeio havia sido contratado e o responsável pela condução não possuía habilitação para pilotar a embarcação.
Viviane e Bento eram cunhada e sobrinho do prefeito de Patrocínio Paulista, Mário Marcelo Carraro Bertelli. A prefeitura do município decretou luto oficial e divulgou nota de solidariedade aos familiares e amigos das vítimas diante da tragédia.
2026.2.22 Policial militar suspeito por desaparecimento de família em Cachoeirinha fica em silêncio durante depoimento
É a terceira vez que Cristiano Domingues comparece à delegacia para ser ouvido em inquérito que apura sumiço da família Aguiar

O policial militar Cristiano Domingues ficou em silêncio durante novo depoimento à Polícia Civil nesta sexta-feira (20). Ele é suspeito de ser responsável pelo desaparecimento da ex-mulher Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos. A família, que vive em Cachoeirinha, não é vista há quase um mês.
Cristiano chegou à delegacia de Cachoeirinha por volta de 14h15min, escoltado por policiais militares. Depois de aproximadamente uma hora e meia, o suspeito deixou o local.
O objetivo da Polícia Civil era questionar o suspeito com base em novos elementos que foram colhidos nos últimos dias. Os policiais confirmaram que o sangue na casa de Silvana é humano. Uma nova análise deve apontar se a amostra pertence a um dos desaparecidos.
Além disso, estão sendo feitas as análises no celular de Silvana, que foi encontrado em um terreno baldio. Os dados dos celulares de Cristiano e da sua atual companheira também já passaram por perícia.
O advogado de Cristiano, Jeverson Barcelos, considerou “circunstanciais” os elementos apresentados pela investigação e disse que a defesa vai se manifestar no momento que considerar adequado.
— Tem um momento processual adequado e vai ser dentro da regra processual. Num momento adequado, a defesa vai apresentar o que acha que seja pertinente.
Essa foi a terceira vez que Cristiano foi chamado a depor. Na primeira, ele foi ouvido ainda na condição de testemunha. Depois, compareceu à delegacia após ter sido preso. Na ocasião, também preferiu ficar em silêncio. O investigado está preso de forma temporária desde o dia 10 de fevereiro.
A atual companheira de Cristiano esteve na delegacia na quinta-feira (19) e foi ouvida por cerca de três horas. Conforme o advogado, ela ainda é tratada como testemunha pela polícia.
— Ela já prestou depoimento da data de ontem e colaborou com toda a investigação, apresentando inclusive a senha do celular, senha do notebook, comprovantes do local em que ela estava. 100% de colaboração com a investigação — disse Barcelos.
Já o irmão do policial prestou depoimento na manhã desta sexta.
Relembre o caso
O desaparecimento de Silvana e de seus pais mobiliza a Polícia Civil desde o fim de janeiro, desencadeando uma investigação que busca esclarecer as circunstâncias e o paradeiro da família.
O principal suspeito é o ex-marido de Silvana, Cristiano, que está preso. A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias. A Brigada Militar informou que o investigado foi afastado do serviço policial. A investigação da Polícia Civil é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação.
Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail e Dalmira são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos.
Linha do tempo:
Antes do sumiço
2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar.
9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.
O fim de semana dos desaparecimentos
24 de janeiro: Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento.
Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro:
-20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana e sai oito minutos depois;
-21h28: O veículo branco de Silvana entra na garagem da casa;
-23h30: Outro automóvel chega ao local, permanece por 12 minutos e vai embora.
25 de janeiro: Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada.
Após saírem da delegacia, Isail e Dalmira não são mais vistos. O mercado da família fechou e não voltou a abrir.
Início das investigações
27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha, informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos.
28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações.
Imagens de câmeras de segurança mostram Cristiano entrando e saindo da casa dos pais de Silvana com mochilas.
1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal.
3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos.
4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate.
Perícias e prisão
5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa.
7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais.
9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal).
10 de fevereiro: Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita. A polícia revela a existência de áudios nos quais ele estaria tentando interferir na investigação.
-Familiares e amigos realizam um protesto e caminhada em Cachoeirinha pedindo solução para o caso.
-O filho de Silvana é encaminhado para a casa dos avós paternos.
13 de fevereiro: É divulgado que o suspeito e sua atual companheira se recusaram a fornecer as senhas de seus aparelhos.
14 de fevereiro: O desaparecimento da família Aguiar completa três semanas.

Gabriel Carvalho Silva foi capturado pela DEOP nessa sexta-feira (20) na Praça da Liberdade.
A Polícia Civil do Piauí prendeu, na noite dessa sexta-feira (20), Gabriel Carvalho Silva, apontado como autor de arrombamentos em lojas no centro comercial de Teresina. Ele foi capturado por uma equipe da DEOP na Praça da Liberdade, também no Centro da capital piauiense.
Segundo informações da corporação, ele estaria envolvido no furto a estabelecimentos situados na região, ocorrido no ano de 2023. As investigações sobre esse crime ensejaram a expedição de mandado de prisão em desfavor de Gabriel, cumprido pelos policiais civis.
Ele se encontrava em meio a moradores de rua, quando foi abordado pelos agentes de segurança. Indícios apontam que o indivíduo usa nomes falsos para enganar a polícia, mas esse elemento ainda será submetido a investigação.
Depois da prisão, Gabriel Carvalho foi encaminhado à Central de Flagrantes de Teresina, para que fossem tomados os procedimentos legais. Em seguida, foi levado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Polícia Civil aponta movimentação de R$ 70 milhões e acesso da facção a estruturas dos três Poderes
Operação contra o Comando Vermelho prende ex-braço direito do prefeito de Manaus
A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta sexta-feira (20), uma operação para desarticular um suposto “núcleo político” ligado ao Comando Vermelho no Amazonas. Até a última atualização, 14 pessoas haviam sido presas, sendo oito no estado.
Entre os alvos está Anabela Cardoso Freitas, integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida. Segundo as autoridades, o prefeito não é investigado na operação.
A Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além de autorizar bloqueio de contas, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário. As ordens são cumpridas em Manaus e em cidades dos estados do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí e Maranhão.
De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018, utilizando empresas de fachada nos setores de transporte e logística para adquirir drogas na Colômbia e distribuí-las a partir de Manaus para outros estados.
Entre os presos e investigados estão um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, uma policial militar e ex-assessores parlamentares. Os investigados podem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional.
A investigação teve início após a apreensão de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações, um veículo utilitário e aparelhos celulares. A partir do flagrante, a Polícia Civil aprofundou as apurações para identificar a estrutura financeira e operacional do grupo.
Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que não é alvo da operação e que eventuais servidores investigados responderão individualmente por seus atos. Outros órgãos citados afirmaram colaborar com as investigações.

Carnaval acabou, mas a Operação Folia da delegacia de Angra continua nas ruas
Policiais civis da 166ª DP (Angra dos Reis), sob o comando do delegado titular Dr. Roberto Ramos, realizaram nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026 a prisão do foragido da Justiça Luiz Fernando Leôncio Castilho, de 22 anos, conhecido pelo vulgo “Bracinho”, durante ações da Operação Folia, deflagrada para reforçar o combate à criminalidade no município durante o período do Carnaval.
Foragido chegando à Delegacia:
Contra o preso havia dois mandados de prisão preventiva em aberto, pelos crimes de homicídio, associação criminosa e receptação, sendo considerado indivíduo de elevada periculosidade. Apesar da pouca idade, “Bracinho” possuí 12 anotações criminais. Ele também é investigado pela participação em outros delitos violentos apurados pela unidade.
A prisão foi resultado de trabalho conjunto entre os policiais do Setor de Homicídios e do Setor de Inteligência da 166ª DP, que vinham monitorando o deslocamento do foragido desde 2025. As diligências indicaram que o criminoso encontrava-se escondido no Complexo da Penha, na capital fluminense, sendo possível identificar seu retorno a Angra dos Reis, onde foi localizado e capturado no Centro da cidade.
As investigações apontam que “Bracinho” participou do assassinato do traficante Albert Alves Antunes, de 26 anos, o vulgo Playboy, da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), na noite do dia 14 , de novembro, de 2024, em uma boca de fumo na Rua Jardim Tropical, na localidade conhecida como Sem Teto, no Parque Mambucaba, motivado pela guerra entre facções criminosas, fato confirmado por testemunhas e elementos probatórios constantes no procedimento policial.
O nome do preso foi reconhecido como integrante do grupo que chegou ao local do crime em um veículo utilizado no ataque, juntamente com outros comparsas, sendo identificado como membro da facção criminosa Comando Vermelho.
Durante as apurações, também foram reunidos registros fotográficos e informações de inteligência que indicam a atuação do criminoso em áreas dominadas pela facção, inclusive com ostentação de armamento e ligação com o tráfico de drogas na região do Frade, reforçando sua vinculação com atividades ilícitas e com a estrutura criminosa local.
Após os procedimentos de praxe, o preso será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A ação integra o conjunto de medidas da Operação Folia, que visa coibir a atuação de criminosos durante o período carnavalesco, reforçando a segurança de moradores e turistas, bem como retirar de circulação indivíduos de alta periculosidade. O delegado titular da 166ª DP pede que a população denuncia crime e criminosos com segurança pelo nº: 0300-253-1177 – O sigilo é garantido.

Uma mulher identificada como Ane Caroline Alves Loseiro Lopes, de 23 anos, foi encontrada morta dentro da casa em que morava com o companheiro no Distrito Federal. O corpo será sepultado na quinta-feira (19), em Parnaguá, no Sul do Piauí, cidade natal da jovem.
Ane Caroline, conhecida como Pandora, foi encontrada morta na madrugada de terça-feira (17), depois que o companheiro dela, Max Luan Vargas Silva, de 33 anos, ligou para a mãe da jovem, por chamada de vídeo, e mostrou a mulher desacordada no chão.
A mãe, que mora no Piauí, pediu que dois familiares que moram no Distrito Federal fossem até a casa do casal. No local, eles encontram Ane Caroline morta, com marcas nos braços e nas pernas. A causa da morte é investigada.
Um tio da jovem, Adeilton Silva, contou ao G1 que o corpo foi enviado ao Piauí na tarde desta quarta-feira (18) e deve chegar ao destino após cerca de 12 horas de viagem.
“A mãe dela precisou ser levada a um hospital. Ela estava passando mal, só por ver a filha daquele jeito [durante a chamada de vídeo] e não sabia que estava morta. Foi preciso levar a um hospital para poder medicar, para depois os médicos darem a notícia”, contou.
Tranquila e querida pela família
Segundo o tio, a família está bastante abalada com a morte de Ane Caroline. Ao g1, ele descreveu a jovem como tranquila, brincalhona e bastante querida.
“Ela era muito tranquila, se dava muito bem com a família, com o irmãozinho que ela tem. Todo mundo da família gostava muito dela. Era uma menina maravilhosa. Eu digo menina porque ela tinha comportamento de menina, de pegar uma moto e brincar como se fosse uma bicicleta. Toda a família dela era tão apegada a ela que ninguém tem condições de conversar com ninguém”, disse.
De acordo com Adeilton, a jovem se mudou para o Distrito Federal há quase dois anos, período equivalente ao tempo de relacionamento com Max, que também é natural do Piauí e trabalha como caminhoneiro.
O casal se mudou depois que Max foi trabalhar no Distrito Federal.
Caso é investigado
Os parentes da vítima e o companheiro dela foram para a 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, para prestar depoimentos. Todos foram liberados.
O advogado de Max afirma que ele nega qualquer tipo de agressão e que ele dormiu em um quarto separado. Segundo a defesa, quando ele acordou, encontrou a vítima no chão.
De acordo com a polícia, não há elementos para a prisão dele.
2026.2.19 Corretora filmou momento em que síndico dá golpe para matá-la: “Daiane foi a própria testemunha de seu homicídio”
Vídeo recuperado do celular da vítima revela momento do ataque por parte do síndico

Na manhã desta quinta-feira, 19, a Polícia Civil do Estado de Goiás detalhou, em coletiva de imprensa, a conclusão do inquérito que apura o homicídio da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida em 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas. A investigação confirmou que o crime foi premeditado pelo síndico do condomínio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, que está preso e foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O ponto decisivo foi a recuperação do celular da vítima, encontrado 41 dias depois dentro de uma caixa de esgoto do prédio, que continha o vídeo do momento em que ela foi atacada no subsolo.
Logo no início da coletiva, os delegados apresentaram as imagens extraídas do aparelho. No vídeo, gravado instantes antes da agressão, Daiane afirma: “Ah, olha quem eu encontro. O síndico está aqui embaixo”. Na sequência, ela se aproxima dos quadros de energia, após descer para verificar a interrupção no fornecimento, quando é surpreendida.
Segundos depois, ouve-se um barulho de pancada e um grito. A gravação é interrompida abruptamente. Para a polícia, a dinâmica revela uma “ação sorrateira” e confirma que não houve discussão prévia.
“Dá para ver que Cléber aguarda Daiane no subsolo. Ele já estava com a luva nas mãos, o carro posicionado ao lado do almoxarifado. Ele então intercepta ela encapuzado. Tratou-se de um homicídio premeditado”, afirma o delegado André Luiz Barbosa.
Segundo a investigação, a queda de energia foi provocada de forma intencional. Além disso, a perícia técnica comprovou que o desligamento do padrão só poderia ocorrer mediante intervenção manual, descartando falha espontânea. Assim, a polícia sustenta que a vítima foi atraída ao subsolo sob um pretexto funcional.
Além disso, o delegado destacou a importância do registro feito pela própria corretora: “Daiane foi a própria testemunha de seu homicídio. Os vídeos que ela gravou foram fundamentais”, afirmou.
A apuração, que começou como desaparecimento, rapidamente afastou a hipótese de sumiço voluntário. Conforme os investigadores, Daiane não levou objetos essenciais, não houve movimentação bancária ou digital após o último registro e o telefone deixou de emitir sinal. Câmeras mostraram que ela desapareceu às 19h00min29s, e, apenas oito minutos depois, uma testemunha esteve no subsolo sem notar anormalidades, o que reforçou a conclusão de que o crime ocorreu em um intervalo extremamente curto.
Com o avanço das diligências, a suspeita recaiu sobre o síndico. Ele apresentou versões contraditórias e alegou, inicialmente, que houve luta corporal e disparo acidental. Entretanto, a perícia técnica derrubou essa narrativa.
Em teste de disparo realizado no mesmo dia da semana e horário aproximado “a perícia mostrou claramente que qualquer disparo dado seria ouvido na recepção do prédio”, afirmou André Luiz Barbosa.
Dessa forma, os investigadores concluíram que Daiane foi incapacitada no prédio, colocada no veículo do suspeito e executada posteriormente em uma área de mata às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros da cidade.
A ossada foi localizada após indicação do próprio investigado, preso em 28 de janeiro de 2026. O filho dele, Maicon Douglas, chegou a ser preso sob suspeita de ajudar na ocultação, mas a polícia descartou sua participação direta e informou que ele será solto.
No campo pericial, a Polícia Técnico-Científica de Goiás apresentou dados conclusivos. Exame de tomografia e laudo antropológico confirmaram dois disparos de arma de fogo na cabeça. Um projétil ficou alojado na região craniana; o outro teve saída pelo olho esquerdo. Segundo o superintendente Ricardo Matos, o projétil identificado é compatível com pistola .380 semiautomática.
Outro elemento foi a detecção de vestígios de sangue no subsolo e no veículo do investigado, identificados por luminol e confirmados por exame de DNA como sendo da vítima. A quantidade de sangue encontrada no prédio, no entanto, foi considerada incompatível com os ferimentos fatais, o que sustentou a tese de que os disparos ocorreram fora dali.
Ao final, a investigação concluiu que houve homicídio qualificado por motivo torpe relacionado a desavenças condominiais, emprego de meio que dificultou a defesa da vítima e ocultação deliberada do cadáver. A defesa de Cléber informou, em nota, que ainda não teve acesso integral ao Relatório Final Policial e que só se manifestará após análise completa dos autos.
2026.2.16 Jovem morre a facadas em São Luís-MA; suspeito de feminicídio também é encontrado morto
Uma jovem de 20 anos morreu a facadas na manhã desta segunda-feira (16) no Residencial Piancó 3, na área da Vila Embratel, em São Luís, Maranhão. A Polícia Militar identificou Rafaela Aureliano Ribeiro Moraes como a vítima e Wesley Rickelme Garcia Silva, 23, como o autor do crime.
Após o feminicídio, Wesley Rickelme Garcia Silva fugiu do local, pulando a janela do prédio onde o casal estava. O suspeito morreu em seguida.
Tanto Rafaela Aureliano Ribeiro Moraes quanto Wesley Rickelme Garcia Silva eram naturais de Alcântara, Maranhão.
Investigação sobre as mortes em São Luís
A perícia técnica deve determinar se o caso configura feminicídio seguido de suicídio ou se o homem morreu durante a tentativa de fuga.
A Polícia Civil do Maranhão investiga o ocorrido para esclarecer as circunstâncias das duas mortes.

Dupla tem várias anotações criminais
Agentes da 89ª DP, coordenados pelo delegado Michel Floroschk, prenderam em flagrante, nesta terça-feira (6), dois homens acusados da prática do crime de tentativa de homicídio em Resende.
Por volta das 13h, os policiais se depararam com dois indivíduos, posteriormente identificados como Luis Felipe de Souza, de 39 anos, e Denilson Siqueira Rodrigues, de 32 anos, agredindo violentamente um homem desarmado. As agressões eram realizadas com o uso de um pedaço de madeira, enquanto a vítima tentava apenas se defender dos golpes.
Diante da gravidade da situação, os policiais civis desembarcaram imediatamente da viatura e intervieram para cessar a ação criminosa, realizando a contenção e a rendição dos autores com o uso de algemas. Após o controle da ocorrência, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Emergência para atendimento médico, enquanto a equipe policial retornou, em seguida, à unidade policial para a adoção das medidas legais cabíveis.
A vítima relatou que as agressões teriam sido motivadas pelo suposto desaparecimento de uma nota de dez reais, quantia que, segundo os autores, seria destinada à compra de drogas.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio.
De acordo com a polícia, Denilson possui sete anotações criminais, enquanto Luis Felipe acumula 25 registros.

Durante as ações, o companheiro de uma das investigadas conseguiu fugir antes da chegada das equipes
‘Tinker Bell’ e ‘Duquesa’, suspeitas de integrarem da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foram presas na manhã desta terça-feira (06/01), durante operação da Secretaria de Segurança Pública do Piauí deflagrada no município de Altos. A ação teve como objetivo desarticular uma célula da organização criminosa atuante no tráfico de drogas e outros crimes na região.
A operação teve como foco o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito de uma investigação que apura crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse irregular de arma de fogo e descumprimento de medidas cautelares, inclusive envolvendo investigados monitorados por tornozeleira eletrônica.
Durante a operação, as equipes identificaram que as duas mulheres presas utilizavam apelidos associados à facção e mantinham vínculo direto com outros investigados. Uma das suspeitas, de 19 anos, possui tatuagem relacionada ao PCC, o que, segundo a polícia, reforça os indícios de envolvimento com o grupo criminoso.
“E mais uma vez a gente traz essa reflexão, mulheres, jovens escolhendo o mundo da criminalidade, algumas delas realmente com um sentimento de impunidade muito grande, como uma delas falou ali, que estava tranquila. Ela demonstrou muita tranquilidade no momento da prisão e eu fiz alguns questionamentos”, relatou o delegado do DRACO, Charles Pessoa.
No decorrer do cumprimento dos mandados, um homem apontado como companheiro de uma das investigadas conseguiu fugir do local antes da chegada das equipes. A Polícia Civil informou que ele já foi identificado e segue sendo monitorado, com diligências em andamento para efetuar a prisão.
“O indivíduo que inclusive tem uma relação com uma dessas garotas, ele conseguiu se esquivar realmente dos braços da segurança pública, mas já vem sendo monitorado e a questão de dia com certeza ele vai ser preso aqui em uma das operações coordenadas pelo departamento”, concluiu.
As diligências se concentraram na área urbana central de Altos, em endereços apontados pelas investigações como locais de apoio logístico e atuação de integrantes da facção. A ação foi coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com apoio da Delegacia Seccional de Altos e da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil.

Manaus – Conhecido como “Billy”, um dos criminosos mais procurados do Amazonas, foi finalmente preso após mais de 10 anos de fuga. O homicida, condenado a mais de 300 anos de prisão, foi capturado em uma operação realizada por policiais civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob a coordenação do delegado Cícero Tulio. Ele era procurado por seu envolvimento em dezenas de homicídios no estado.
O acusado, que tinha seis mandados de prisão em aberto, possuía um histórico criminal extenso e violento. Entre os crimes cometidos, destacam-se vários assassinatos em Manaus e interior do estado, tornando-o uma figura temida no submundo do crime. Sua captura é considerada uma grande vitória para a segurança pública local.
“Billy” era conhecido por sua habilidade em escapar das autoridades, incluindo uma fuga cinematográfica de um hospital público em Manaus. Durante sua prisão, a polícia encontrou com ele um arsenal de armas de fogo, centenas de munições e documentos falsificados, o que evidencia seu envolvimento com facções criminosas e atividades ilícitas no Amazonas.
A operação de captura foi realizada de forma cuidadosa e sem confrontos. A polícia conseguiu localizar o criminoso em um esconderijo na capital amazonense, onde ele se encontrava disfarçado e mantendo uma vida sob constante movimento para evitar a prisão. A ação contou com o apoio de unidades especializadas da Polícia Civil.

2026.1.3 Polícia divulga foto de preso por tentativa de estupro e busca novas vítimas
Vítima foi atacada enquanto corria na avenida Rita Vieira; suspeito passou por audiência de custódia
A polícia divulgou nessa sexta-feira (3) a foto e o nome do homem preso por tentar estuprar uma corredora de 42 anos. A expectativa é que possíveis vítimas do suspeito o reconheçam e procurem a delegacia para denunciar crimes cometidos por ele.
O homem de 24 anos foi identificado como Entony Victor Xavier Martins.
Entony foi preso em flagrante na noite de quinta-feira (1º). Neste sábado (3), passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva. Ele responde por tentativa de estupro.
A vítima, uma policial civil, corria pela avenida Rita Vieira de Andrade quando foi surpreendida pelo suspeito. Armado com uma faca, ele tentou arrastar a mulher para uma área de matagal, mas foi impedido por um policial militar que passava pelo local e viu a cena.
O suspeito até tentou fugir; primeiro de moto, mas foi derrubado pelo policial. Depois quis correr, mas acabou detido.
Preso, ele confessou ter saído de casa para cometer o crime. Carregava um lubrificante no bolso e andava sem roupas íntimas.
Vítimas que reconhecerem o suspeito podem procurar a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
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O idoso de 74 anos para não entregar sua moto ao criminoso acabou sofrendo vários ferimentos na cabeça ao ser agredido pelo colombiano.
Gustavo Andres Gonzales Flores, de 25 anos, foi preso em flagrante por uma equipe da Guarda Civil Municipal de Maringá. Gustavo Andres tentou roubar uma moto na manhã desta quinta-feira, 1, na região da Avenida Kakogawa.
O proprietário da moto possui 74 anos. A vítima não quis entregar o veículo ao suspeito e acabou sendo brutalmente agredida com socos na cabeça e rosto. O colombiano fugiu em seguida deixando para trás a moto. Uma equipe da GM que realizava patrulhamento pelo bairro conseguiu realizar a prisão do meliante.
Gustavo Andres Gonzales foi localizado em sua casa. Ao perceber que seria detido, o mesmo pegou uma faca de serra e tentou atacar os agentes da GCM. O criminoso foi contido e algemado. Farelos de maconha foram apreendidos no imóvel. x1200


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