2026.6.29 Apesar de diminuição de furtos em residências nos últimos anos, GNR deixa alertas para o período de férias
GNR registou 2344 furtos em residências até 31 de maio deste ano, abaixo da média de anos anteriores. Autoridades aconselham medidas de segurança como evitar a divulgação de férias e ausências e a instalação de sistemas de videovigilância
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou mais de 2300 furtos em residências neste ano e alertou para as “férias de verão, períodos em que muitas habitações ficam temporariamente desocupadas”.
Em comunicado, a força de segurança declara que “tem monitorizado com especial atenção este fenómeno criminal”, verificando-se “uma tendência de ligeira diminuição nos últimos anos”.
Segundo a mesma fonte, “o número de crimes de furtos em residências registados (com e sem arrombamento/escalamento)” ascenderam a 6469 em 2024, 6275 em 2025 e, até 31 de maio deste ano, a 2344.
Este ano já foram detidos 54 suspeitos, face aos 129 de 2024 e aos 132 de 2025. A GNR indicou que os distritos com maior número de ocorrências em 2026 foram: Faro (371), Porto (255), Lisboa (216), Setúbal (205) e Leiria (183).
Entre os conselhos dados pela GNR estão “certificar-se de que todas as portas, janelas, portões, garagens e anexos ficam devidamente fechados e trancados, evitar deixar sinais evidentes de ausência (correspondência acumulada, estores completamente fechados, iluminação exterior desligada), evitar divulgar nas redes sociais informações detalhadas sobre viagens, férias ou ausências”.
Para além disso, sugere-se “guardar bens de valor em local seguro e manter registo fotográfico, números de série e faturas, utilizar temporizadores de iluminação para simular presença” e “instalar, sempre que possível, sistemas de alarme e videovigilância.
2026.6.29 Homem que matou mulher a tiro em centro comercial de Viseu condenado a 18 anos de prisão
Os factos ocorreram em 27 de dezembro de 2024. O suspeito estava acusado de um crime de homicídio qualificado consumado e mais seis na forma tentada.
O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi esta segunda-feira condenado a 18 anos de prisão.
Segundo disse à agência Lusa uma fonte do Tribunal de Viseu, após a leitura do acórdão, esta sgeunda-feira, o homem foi “condenado em cúmulo jurídico a 18 anos de prisão” efetiva.
O suspeito estava acusado de um crime de homicídio qualificado consumado e mais seis na forma tentada.
Da lista de crimes de que estava acusado faziam parte também um de condução perigosa de veículo rodoviário e outro de detenção de arma proibida.
O julgamento começou em 11 de março e os factos ocorreram em 27 de dezembro de 2024 e tiveram origem numa altercação entre membros de duas famílias que se encontravam naquele centro comercial.
A discussão evoluiu para agressões físicas e, depois de ter abandonado o centro comercial, o arguido terá regressado com uma arma de fogo (uma pistola de calibre 6.35 milímetros) e feito disparos contra as pessoas da outra família.
Na sequência dos disparos, morreu uma mulher de 44 anos (já depois de ter sido transportada para o Hospital de São Teotónio, em Viseu) e outras duas pessoas ficaram feridas.
O suspeito fugiu, mas acabou por se entregar à Polícia Judiciária no dia 07 de janeiro de 2025, acompanhado de um advogado.
Depois de ouvido em tribunal, o homem ficou a aguardar julgamento em prisão preventiva e proibido de contactar a irmã e cunhado.
2026.6.29 Viseu. 18 anos de prisão para o homem que matou mulher a tiro após rixa no centro comercial Palácio do Gelo
O crime ocorreu a 27 de dezembro de 2024, após uma discussão entre famílias no centro comercial. O arguido regressou armado e disparou. Uma mulher de 44 anos morreu.
O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi condenado esta segunda-feira a 18 anos de prisão.
Segundo disse à agência Lusa uma fonte do Tribunal de Viseu, após a leitura do acórdão, esta segunda-feira, o homem foi “condenado em cúmulo jurídico a 18 anos de prisão” efetiva.
O suspeito estava acusado de um crime de homicídio qualificado consumado e mais seis na forma tentada.
Da lista de crimes de que estava acusado faziam parte também um de condução perigosa de veículo rodoviário e outro de detenção de arma proibida.
O julgamento começou a 11 de março e os factos ocorreram em 27 de dezembro de 2024 e tiveram origem numa altercação entre membros de duas famílias que se encontravam naquele centro comercial.
A discussão evoluiu para agressões físicas e, depois de ter abandonado o centro comercial, o arguido terá regressado com uma arma de fogo (uma pistola de calibre 6.35 milímetros) e feito disparos contra as pessoas da outra família.
Na sequência dos disparos, morreu uma mulher de 44 anos (já depois de ter sido transportada para o Hospital de São Teotónio, em Viseu) e outras duas pessoas ficaram feridas.
O suspeito fugiu, mas acabou por se entregar à Polícia Judiciária no dia 7 de janeiro de 2025, acompanhado de um advogado.
Depois de ouvido em tribunal, o homem ficou a aguardar julgamento em prisão preventiva e proibido de contactar a irmã e cunhado.
2026.6.29 Filho simula o próprio rapto para extorquir dinheiro ao pai em Vila Franca de Xira. Dois homens ficam em prisão preventiva
Um homem simulou o próprio rapto para extorquir dinheiro ao pai, com a ajuda de um cúmplice, em Vila Franca de Xira. A PSP intercetou os suspeitos em flagrante quando tentavam levantar o dinheiro e ambos ficaram em prisão preventiva
Dois homens ficaram em prisão preventiva por suspeitas da prática, em coautoria, de pelo menos um crime de burla qualificada e violência doméstica contra o pai de um deles, após alegadamente terem simulado um rapto para extorquir dinheiro à vítima
Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), a detenção em flagrante delito ocorreu na passada quarta-feira, cerca das 19h00, em Vila Franca de Xira.
Idoso recebeu ameaças de falso rapto
A investigação teve início depois de um idoso contactar a PSP para denunciar que estava a receber telefonemas de um desconhecido que afirmava ter raptado o seu filho e exigia o pagamento de dinheiro para garantir a sua libertação.
Face à gravidade das ameaças, a PSP prestou acompanhamento permanente à vítima enquanto decorria a negociação com os suspeitos e desenvolveu várias diligências de investigação.
Os agentes acabaram por localizar o alegado autor das chamadas na companhia do filho da vítima, quando ambos tentavam recolher o dinheiro exigido ao idoso.
Filho participou no esquema
Segundo a PSP, foi possível apurar que os dois suspeitos tinham montado um plano para criar um falso cenário de rapto e de perigo de vida, com o objetivo de convencer o pai de um deles a entregar uma quantia em dinheiro.
Quando foram intercetados pelas autoridades, os suspeitos já tinham conseguido concretizar o esquema, uma vez que a vítima tinha efetuado o pagamento exigido.
A quantia foi, no entanto, recuperada pela PSP.
De acordo com a investigação, o dinheiro destinava-se a ser utilizado pelo filho da vítima para liquidar uma dívida que tinha contraído.
Suspeitos têm antecedentes criminais
A PSP refere ainda que os dois detidos possuem um vasto historial de crimes contra a propriedade.
Após serem presentes ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca de Lisboa Norte para primeiro interrogatório judicial, foi-lhes aplicada a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
Em comunicado, citado pela agência Lusa, a PSP sublinha que esta intervenção permitiu proteger uma vítima particularmente vulnerável de uma situação de forte pressão e coação psicológica.
“Com esta detenção a PSP não tem dúvidas de que conseguiu dar resposta a um cenário que expunha uma vítima vulnerável a uma situação de pressão e coação psicológica que poderia ter causado um alarmismo mais gravoso caso não tivesse sido debelado”, refere a autoridade.
2026.6.24 PJ investiga morte de homem de 72 anos que foi encontrado em casa na Marinha Grande
No corpo e na cabeça da vítima estrangeira foram observadas “diversas escoriações e hematomas”, circunstâncias que “suscitaram suspeitas quanto às causas da morte”.
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a morte de um homem encontrado em casa, esta terça-feira, na Marinha Grande, no distrito de Leiria, após ter sido acionada a PSP, confirmou à Lusa fonte policial.
Segundo fonte policial de Leiria, a Polícia de Segurança Pública (PSP) foi acionada pelas 15:00 para uma ocorrência que dava conta de um cadáver numa habitação situada na Rua Januário Martins, na Marinha Grande.
“No local foi encontrado um homem, de 72 anos, de nacionalidade estrangeira, em paragem cardiorrespiratória. A equipa médica da Viatura Médica de Emergência e Reanimação realizou as diligências de emergência adequadas, incluindo manobras de reanimação, não tendo sido possível reverter a situação, sendo o óbito declarado no local”, acrescenta à Lusa a mesma fonte, confirmando a notícia avançada pela TVI.
A polícia explicou ainda que na verificação inicial dos agentes “foram observadas diversas escoriações e hematomas no corpo e na cabeça da vítima, algumas aparentemente recentes, circunstâncias que suscitaram suspeitas quanto às causas da morte”.
Os familiares da vítima, que se encontravam no local, “foram identificados e ouvidos enquanto testemunhas” e foram “igualmente recolhidas informações que apontam para a existência de discussões anteriores envolvendo a vítima e outros indivíduos”.
Face aos indícios observados, o caso foi entregue à Polícia Judiciária, que prossegue agora a investigação.
O cadáver foi posteriormente removido para o Gabinete de Medicina Legal de Leiria, onde será submetido aos competentes exames periciais que permitirão apurar as circunstâncias da morte.
2026.6.23 Violência doméstica: Há “situações inevitáveis”, diz Procurador-geral da República
O Procurador-geral da República (PGR) defendeu esta segunda-feira que tem sido feito um esforço para evitar que morram adultos e crianças em contexto de violência doméstica, mas avisou que “há situações que são inevitáveis”.
“São situações que acontecem de um momento para o outro e que ninguém espera. São situações inevitáveis. Uma briga, um problema, uma indisposição, uma discussão pode gerar todas essas circunstâncias”, afirmou Amadeu Guerra, à margem de um encontro em Lisboa da RedCoop, uma rede ibero-americana de cooperação entre Ministérios Públicos.
O PGR considerou, ainda assim, que o Ministério Público tem feito “um esforço muito grande” no combate à violência doméstica, quer em termos de prevenção, em coordenação com outras entidades como as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, quer ao nível da formação especializada de magistrados.
O Jornal de Notícias noticia hoje que, em 2026, morreram quatro crianças em contexto de violência doméstica, tantas como em todo o ano de 2022, o mais mortal para menores desde 2019.
O caso mais recente aconteceu no domingo de madrugada, quando um homem de 33 anos, com antecedentes de violência doméstica, saltou de um oitavo andar em Santarém com a filha de quatro anos ao colo após uma discussão, tendo ambos morrido, disse então à Lusa fonte da Direção Nacional da PSP.
O líder máximo do Ministério Público rejeitou, porém, que se trate de um novo fenómeno.
“Não digo que seja um fenómeno, mas nós temos de estar cientes de que já aconteceram quatro situações e que temos de fazer todos os possíveis para evitar que aconteçam outras”, concluiu Amadeu Guerra.
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, destacou igualmente que tem sido feito um trabalho para fomentar a partilha de informação entre entidades, acrescentando que espera que a Equipa de Análise Retrospetiva do Homicídio em Violência Doméstica (ERHVD) possa debruçar-se sobre as quatro mortes de crianças ocorridas desde 1 de janeiro no seio familiar.
“Espero que a equipa possa olhar também para estes casos, perceber o que é que podemos retirar daqui e o que é que podemos fazer para prevenir”, apelou, em declarações à margem do mesmo evento.

Suspeito entrou no quarto durante a noite, roubou joias e desligou o telefone de emergência da vítima antes de fugir
Uma idosa de 96 anos, acamada e com mobilidade reduzida, foi vítima de um assalto dentro da própria casa, em Matosinhos, na noite da passada sexta-feira. O suspeito entrou na habitação, dirigiu-se ao quarto onde a mulher dormia e roubou várias joias, num episódio que deixou a vítima em estado de choque.
O caso já foi comunicado à Polícia de Segurança Pública, que confirmou a apresentação de queixa e está a desenvolver diligências para identificar e localizar o autor do crime.
Assaltante fingiu ser familiar da vítima
Segundo as informações conhecidas, a idosa acordou após ouvir um barulho dentro de casa e questionou quem estava presente. O homem respondeu que era o seu neto, tentando tranquilizá-la e evitar suspeitas.
No entanto, a mulher percebeu de imediato que não se tratava de um familiar. Pouco depois, o suspeito entrou no quarto usando luvas e boné, mas com o rosto descoberto.
As imagens captadas por uma câmara de videovigilância instalada no quarto mostram o momento em que a vítima se apercebe da situação, ficando visivelmente assustada perante a presença do intruso.
Cinco minutos de terror dentro do quarto
Durante vários minutos, o homem revistou o quarto à procura de objetos de valor. Começou por retirar um colar de ouro que a idosa tinha ao pescoço e continuou a procurar outras joias e dinheiro.
De acordo com o relato conhecido, o suspeito insistiu em perguntar onde estava guardado dinheiro, enquanto a vítima afirmava não possuir qualquer quantia em casa.
Antes de abandonar a residência, o assaltante desligou o telefone adaptado da idosa, que incluía um botão de emergência destinado a pedir auxílio em situações de necessidade.
Crime só foi descoberto na manhã seguinte
Sem possibilidade de contactar familiares ou pedir ajuda, a vítima permaneceu sozinha durante toda a noite.
Foi apenas na manhã seguinte que o filho da idosa, ao deslocar-se à habitação para lhe levar o pequeno-almoço, se apercebeu de que algo estava errado. Encontrou a mãe visivelmente abalada, em lágrimas e ainda sob o impacto emocional do assalto.
Autor continua por identificar
A PSP encontra-se a investigar o caso e a analisar todos os elementos disponíveis, incluindo as imagens de videovigilância, na tentativa de identificar o suspeito e apurar a totalidade dos bens roubados.
O episódio está a gerar forte indignação devido à vulnerabilidade da vítima e à forma como o assaltante aproveitou a condição de uma mulher idosa e acamada para cometer o crime dentro da sua própria casa.
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No última segunda-feira, o Tribunal de Sintra decidiu aplicar pelo crime uma pena suspensa de três anos e seis meses ao agente da PSP pelo homicídio do cabo-verdiano Odair Moniz, baleado na Cova da Moura, no concelho da Amadora, no distrito de Lisboa, em outubro de 2024.
Centenas de pessoas manifestaram-se este sábado na Baixa de Lisboa para protestar contra a sentença que condenou a pena suspensa o polícia que matou Odair Moniz, numa iniciativa organizada pelo movimento Vida Justa.
Sob o lema “Sem justiça não há paz”, o movimento pretendia também chamar a atenção para o “racismo estrutural” da justiça.
Outros coletivos, como a Frente Anti-Racista e SOS Racismo, apoiaram a manifestação, que partiu às 18:00 do Largo de São Domingos.
“Violência policial é herança colonial” eram algumas das palavras de ordem dominantes entoadas pelos participantes na manifestação que, num final de tarde muito quente, desfilaram pelas ruas da Baixa de Lisboa.
Nos cartazes de alguns manifestantes e nas faixas das organizações participantes lia-se “Justiça para Odair Moniz”, “Sem justiça não há paz” e “Vidas negras importam”, entre outras afirmações de protesto.
Acrescentou que a manifestação deste sábado foi convocada também para “chamar a atenção para outras pessoas que foram mortas pela polícia nas mesmas circunstâncias”.
Flávio Almada recordou a morte de um jovem de 14 anos, em 2009, que a justiça considerou como tendo sido “um evento infeliz” para ilibar o agente julgado pelo sucedido.
A nova lei que cria zonas de impacto social e criminalidade foi ainda apontada pelo ativista como sendo mais um sinal de “criminalização da pobreza e da imigração, da repressão e da deriva autoritária a que estamos a assistir”.
No dia 15 de junho, o Tribunal de Sintra condenou o agente da PSP Bruno Pinto pelo homicídio do cabo-verdiano Odair Moniz, de 43 anos, baleado na Cova da Moura, no concelho da Amadora, no distrito de Lisboa, em outubro de 2024.
Porém, ao mesmo tempo, decidiu aplicar pelo crime uma pena suspensa de três anos e seis meses, considerando ainda que Bruno Pinto pode continuar a ser polícia.x1200

Numa iniciativa organizada pelo movimento Vida Justa.
Centenas de pessoas manifestaram-se este sábado na Baixa de Lisboa para protestar contra a sentença que condenou a pena suspensa o polícia que matou Odair Moniz, numa iniciativa organizada pelo movimento Vida Justa.
Sob o lema “Sem justiça não há paz”, o movimento pretendia também chamar a atenção para o “racismo estrutural” da justiça.
Outros coletivos, como a Frente Anti-Racista e SOS Racismo, apoiaram a manifestação, que partiu às 18:00 do Largo de São Domingos.
“Violência policial é herança colonial” eram algumas das palavras de ordem dominantes entoadas pelos participantes na manifestação que, num final de tarde muito quente, desfilaram pelas ruas da Baixa de Lisboa.
Nos cartazes de alguns manifestantes e nas faixas das organizações participantes lia-se “Justiça para Odair Moniz”, “Sem justiça não há paz” e “Vidas negras importam”, entre outras afirmações de protesto.
“Uma pessoa desarmada é abatida, e diz-se [na sentença] que é legítima defesa”, declarou à Lusa Flávio Almada, ativista do movimento Vida Justa, considerando que “a memória de Odair Moniz foi traída pela justiça”.
Acrescentou que a manifestação de hoje foi convocada também para “chamar a atenção para outras pessoas que foram mortas pela polícia nas mesmas circunstâncias”.
Flávio Almada recordou a morte de um jovem de 14 anos, em 2009, que a justiça considerou como tendo sido “um evento infeliz” para ilibar o agente julgado pelo sucedido.
A nova lei que cria zonas de impacto social e criminalidade foi ainda apontada pelo ativista como sendo mais um sinal de “criminalização da pobreza e da imigração, da repressão e da deriva autoritária a que estamos a assistir”.
Berenice, 23 anos, juntou-se à manifestação de hoje por “uma razão muito complexa e uma mistura de sentimentos”.
“Sou cabo-verdiana, na segunda-feira estava muito feliz porque tínhamos ganho – para mim foi como se tivéssemos ganho – o jogo do Mundial contra Espanha e, na terça-feira, estava a chorar no autocarro em que me dirigia para o trabalho e a pensar ‘mas que justiça é esta?”, disse, referindo-se à sentença do polícia que matou Odair Moniz.
“Fiquei a pensar em como as nossas vidas nada valem, e em como não somos respeitados”, acrescentou.
Francisco, 40 anos, resolveu participar no protesto por sentir que a sentença foi “de uma injustiça tremenda”.
“É por isso que estou aqui, para pedir justiça. As autoridades têm de dar o exemplo. Acredito que há bons profissionais na PSP, mas todos têm de dar o exemplo”, disse.
No dia 15 de junho, o Tribunal de Sintra condenou o agente da PSP Bruno Pinto pelo homicídio do cabo-verdiano Odair Moniz, de 43 anos, baleado na Cova da Moura, no concelho da Amadora, no distrito de Lisboa, em outubro de 2024.
Porém, ao mesmo tempo, decidiu aplicar pelo crime uma pena suspensa de três anos e seis meses, considerando ainda que Bruno Pinto pode continuar a ser polícia.
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A madastra da menina de oito anos encontrada morta numa serra de Valpaços ficou em prisão preventiva depois de ter sido ouvida, esta sexta-feira, pelo juiz de instrução criminal.
Viveram-se momentos de tensão na tarde desta sexta-feira junto ao Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, em Vila Real, onde várias pessoas tentaram agredir a madrasta suspeita de ter asfixiado até à morte a enteada, de oito anos.
Eulália, que ficou sujeita à medida de coação mais gravosa, prisão preventiva, abandonava o tribunal acompanhada por agentes policiais quando foi alvo de uma tentativa de agressão por parte de populares que se encontravam no exterior do edifício.
Um crime que está a chocar o país
Segundo a investigação da Polícia Judiciária, tudo terá começado no dia do desaparecimento da criança, quando, à saída do autocarro escolar, a madrasta terá dito à menina que tinha um lanche no carro. Ao funcionário da escola, terá justificado a ausência com uma alegada consulta médica.
A PJ admite que o crime possa ter sido premeditado, na sequência de uma discussão familiar que envolveu o filho adolescente de Eulália, de 12 anos, que está institucionalizado.
A suspeita está indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver, podendo enfrentar uma pena máxima de 25 anos de prisão.
As autoridades acreditam que Lara terá sido vítima de agressões violentas e terá morrido asfixiada. O corpo foi encontrado durante a madrugada na serra da Padrela, depois de o pai ter dado o alerta para o desaparecimento junto da GNR de Valpaços.
Eulália foi detida horas depois em Macedo de Cavaleiros, para onde se tinha deslocado, e terá indicado às autoridades o local onde deixou o corpo da menina.

A madrasta da menina de oito anos encontrada morta na Serra da Padrela, em Valpaços, ficou em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial. O crime ocorreu na manhã de quarta-feira, depois de Eulália Silva ter ido buscar a enteada à escola e a ter levado para a Serra da Padrela, onde alegadamente a asfixiou até à morte, abandonando depois o corpo.
A madastra da menina de 8 anos encontrada morta numa serra de Valpaços ficou sujeita à medida de coação de prisão preventiva e a termo de identidade e residência, após ter sido ouvida, esta sexta-feira, pelo juiz de instrução criminal.
Para já, o Tribunal considerou não existirem indícios suficientes para sustentar o crime de profanação de cadáver, tal como foi imputado pelo Ministério Público (MP). No entanto, essa decisão poderá ser revista à medida que a investigação avançar.
Eulália Silva, de 48 anos, única suspeita do homicídio de Lara, chegou ao tribunal de Vila Pouca de Aguiar um pouco antes das 10:00 horas. A saída da suspeita gerou indignação e resultou numa tentativa agressão por parte dos populares que a esperavam nas imediações do edifício.
A suspeita do homicídio da enteada será conduzida para o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, unidade feminina situada mais perto de Vila Pouca de Aguiar. De acordo com a advogada de defesa da arguida, Mónica Teixeira, será requerida uma perícia psiquiátrica.
Madrasta terá dito que queria vingar-se do pai
O caso aconteceu na quarta-feira (17), durante a manhã, quando Eulália Silva seguiu o autocarro em que a menina se deslocava para a escola. Aí, terá convencido as funcionárias de que a enteada teria de sair mais cedo para ir a uma consulta médica, em Vila Real.
Seguiu depois para a Serra da Padrela, onde alegadamente asfixiou a criança até à morte, abandonando posteriormente o corpo.
O alerta para o desaparecimento da menor foi dado pelo pai, por volta das 20h30 desse mesmo dia, no posto da GNR de Valpaços. Os militares contactaram de imediato a Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real e iniciaram as buscas.
O corpo da criança, ainda com a mochila da escola, foi encontrado já de madrugada, horas depois de iniciadas as buscas. Quando foi detida pelas autoridades, terá confessado o crime, que alegadamente cometeu depois de uma discussão familiar, e revelou o local onde deixou o corpo.
2026.6.19 Madrasta suspeita de matar enteada em Valpaços entra a chorar no tribunal perante indignação de populares
Segundo a investigação da Polícia Judiciária, tudo terá começado no dia do desaparecimento da criança, quando, à saída do autocarro escolar, a madrasta terá dito à menina que tinha um lanche no carro. Ao funcionário da escola, terá justificado a ausência com uma alegada consulta médica.
Eulália Silva, madrasta da menina de oito anos encontrada morta na serra da Padrela, em Valpaços, foi ouvida na manhã desta sexta-feira pelo juiz de instrução criminal. A mulher é a única suspeita do homicídio de Lara e terá confessado o crime após ser detida pela Polícia Judiciária.
A chegada ao tribunal de Vila Pouca de Aguiar ficou marcada pela tensão. Eulália entrou nas instalações pouco antes das 10 horas, a chorar, mas acabou por ser recebida com insultos de populares que a esperavam no local.
Segundo a investigação da Polícia Judiciária, tudo terá começado no dia do desaparecimento da criança, quando, à saída do autocarro escolar, a madrasta terá dito à menina que tinha um lanche no carro. Ao funcionário da escola, terá justificado a ausência com uma alegada consulta médica.
A PJ admite que o crime possa ter sido premeditado, na sequência de uma discussão familiar que envolveu o filho adolescente de Eulália, de 12 anos, que está institucionalizado.
A suspeita está indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver, podendo enfrentar uma pena máxima de 25 anos de prisão.
As autoridades acreditam que Lara terá sido vítima de agressões violentas e terá morrido asfixiada. O corpo foi encontrado durante a madrugada na serra da Padrela, depois de o pai ter dado o alerta para o desaparecimento junto da GNR de Valpaços.
Eulália foi detida horas depois em Macedo de Cavaleiros, para onde se tinha deslocado, e terá indicado às autoridades o local onde deixou o corpo da menina.
2026.6.18 Homicídio da menina de 8 anos em Valpaços terá sido premeditado pela madrasta
Mulher de 48 anos foi detida pela PJ de Vila Real depois de ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da criança.
Odiretor da PJ de Vila Real disse esta quinta-feira que o homicídio da menina de 8 anos pela madrasta terá sido premeditado e terá ocorrido num contexto de desavenças entre a mulher e o pai da criança.
A mulher de 48 anos foi hoje detida pela PJ de Vila Real depois de, durante a madrugada, ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de 8 anos.
A família vive em Celeirós, concelho de Valpaços, e o crime terá ocorrido na serra da Padrela, já no município vizinho de Vila Pouca de Aguiar.
David Martins explicou que há indícios de que a menina terá sido asfixiada pela madrasta, no entanto advertiu que as causa das morte terão de ser confirmadas pela autópsia ao cadáver.
“Tudo indica que será uma questão de vingança”, salientou referindo que o casal estava junto há cerca de cinco anos, com várias separações pelo meio.
Disse ainda que terá havido premeditação, que o crime terá acontecido num contexto de desavenças entre a mulher e o companheiro, e que a situação que terá levado a este desfecho poderá ter acontecido no domingo, aquando da visita de um filho da suspeita, que se encontra institucionalizado por mau comportamento em Bragança.
Acrescentou que, na casa da família, o rapaz terá empurrado a mãe, o padrasto interveio, mas a mulher não terá gostado desta atitude do homem.
Na quarta-feira, segundo o diretor da PJ de Vila Real, a menina apanhou o autocarro para ir para a escola em Carrazedo de Montenegro, onde não chegou a entrar porque a madrasta a foi buscar, levando-a posteriormente para a serra onde terá concretizado o crime.
Junto ao corpo da menina foi encontrada a mochila que levava para a escola.
A investigação da PJ começou depois de o pai da menina ter apresentado queixa no posto da GNR de Carrazedo de Montenegro ao final da tarde de quarta-feira, quando percebeu que a criança não regressou da escola como habitualmente às 18:00.
No decorrer da investigação, os polícias foram já localizar a madrasta na zona de Macedo de Cavaleiros, de onde é originária.
“Acabou por confessar que foi a autora do crime e depois foi localizado o cadáver, o que demorou algumas horas porque nos indicou vários locais”, referiu David Martins, concretizando que foi, depois, pelas 05:00, que indicou o local exato na serra da Padrela.
A suspeita vai ser presente na sexta-feira, no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, para aplicação de eventuais medidas de coação.
2026.6.18 Mulher detida por suspeita de matar enteada de 8 anos em Valpaços
Está fortemente indiciada pela prática dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver
Uma mulher de 48 anos foi detida pela suspeita de ter matado a enteada de 8 anos, cujo desaparecimento foi participado pelo pai na quarta-feira, em Valpaços, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).
A PJ disse, em comunicado, que a mulher está fortemente indiciada pela prática dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver, um crime que terá acontecido na zona da serra da Padrela, já no concelho de Vila Pouca de Aguiar, a mais de 20 quilómetros da aldeia onde a família reside, em Celeirós, freguesia de Friões, concelho de Valpaços.
A investigação do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real da Polícia Judiciária (PJ) teve início na sequência da comunicação, quarta-feira, ao final da tarde, do desaparecimento de uma criança.
A GNR já tinha confirmado à Lusa que o desaparecimento foi participado pelo pai da menor na quarta-feira, no posto da Guarda de Carrazedo de Montenegro, localidade onde a criança frequentava a escola.
A Judiciária disse ainda que as diligências realizadas permitiram apurar “indícios de que a vítima teria sido alvo de agressão violenta, da qual resultou a sua morte, ao que tudo indica por asfixia mecânica”.
Acrescentou que a investigação “possibilitou a rápida identificação da presumível autora dos factos, bem como a recolha de indícios consistentes da sua alegada intervenção na morte da menor e na subsequente ocultação e abandono do cadáver, em zona florestal, na serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar”.
A vítima residia juntamente com o seu pai e a companheira, a suposta autora dos crimes sob investigação.
A detida vai ser presente no Tribunal de Valpaços para primeiro interrogatório judicial e aplicação de eventuais medidas de coação.
O inquérito é titulado pelo Ministério Público de Valpaços.
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Marc Ballabriga foi presente ao Tribunal da Relação de Évora no âmbito de um mandado de detenção europeu de que é alvo, emitido pelas autoridades de França.
OTribunal da Relação de Évora determinou esta quinta-feira que o padrasto dos dois meninos franceses abandonados na zona de Alcácer do Sal só será entregue às autoridades francesas quando a sua prisão “deixar de interessar” a Portugal.
O homem francês, de 55 anos, em prisão preventiva à ordem do processo que corre os seus termos no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal, foi esta quinta-feira apresentado no Tribunal da Relação de Évora (TRE), divulgou o Conselho Superior de Magistratura (CSM), em comunicado.
O cidadão, que é padrasto das crianças abandonadas em maio na zona de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, foi presente ao TRE no âmbito de um mandado de detenção europeu de que é alvo, emitido pelas autoridades de França.
Segundo o tribunal, citado no comunicado do Conselho Superior de Magistratura, o homem foi ouvido e manifestou “a sua aceitação em ser entregue” ao Estado requerente do mandado.
Já que o homem está em prisão preventiva, “foi homologada a aceitação da entrega”, mas esta “só será efetuada quando deixar de interessar a prisão do requerido à ordem do processo de Setúbal”, esclareceu o Tribunal da Relação.
Fonte judicial contactada pela agência Lusa explicou que, desta forma, o homem só poderá “ser entregue [às autoridades francesas] após julgamento em Portugal e se não for condenado a pena de prisão”.
“Se for condenado em prisão só pode ser entregue no fim da pena”, ressalvou a mesma fonte.
No comunicado divulgado, o TRE revelou também que, “face aos contornos do caso, a execução do mandado de detenção europeu ficou circunscrita aos factos que não foram cometidos em território português”.
A mesma fonte judicial revelou à Lusa que “os factos criminais que não foram cometidos em território português são os do rapto internacional, que se iniciaram em França e concluíram em Portugal”, e de “ofensas corporais praticadas em França”.
“Estes são parcialmente comuns a ambos os processos, português e francês. Os factos exclusivamente portugueses são os do abandono das crianças. Daí a recusa parcial do mandado de detenção europeu”, acrescentou a fonte judicial.
No passado dia 19 de maio, por volta das 19:00, dois irmãos menores franceses, de 4 e 5 anos, foram encontrados por um popular quando estavam sozinhos, a vaguear junto à Estrada Nacional 253 (EN253), na zona do Monte Novo do Sul, entre Comporta e Alcácer do Sal.
Transportavam uma mochila com uma muda de roupa, fruta e uma garrafa de água e, de acordo com o que foi noticiado pelos meios de comunicação social, relataram que a mãe os vendou e lhes disse que iam fazer um jogo, altura em que os terá abandonado, partindo de carro com o companheiro.
Os dois suspeitos, a mãe de 41 anos e o padrasto de 55, foram detidos pela GNR no dia 21 de maio, quando se encontravam na esplanada de um café situado nas imediações da cidade de Fátima, no concelho de Ourém, distrito de Santarém.
No dia seguinte, o juiz presidente do Tribunal Judicial de Setúbal, António José Fialho, esclareceu que os dois menores residiam com a mãe em França, estando os pais separados. O pai dispõe “de um direito de visita limitado e supervisionado”.
Mãe e padrasto estão em prisão preventiva e indiciados pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada e de exposição e abandono.
As duas crianças regressaram a França no dia 29 de maio, numa viagem organizada e acompanhada pelas autoridades francesas e portuguesas, tendo ficado “ao cuidado dos serviços do apoio social de Colmar”.x1200
2026.6.17 Ex-adjunto do Ministério da Justiça acusado de quase 8 mil crimes de pornografia e abuso de menores
Segundo a acusação, os ficheiros apreendidos evidenciam “atos de violência e sadomasoquismo”.
Oex-adjunto do Ministério da Justiça foi acusado de 7.984 crimes de pornografia de menores e dois crimes de abuso sexual de crianças, segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP) a que a Lusa teve acesso.
Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto da antiga ministra da Justiça Catarina Sarmento e Castro, está acusado de quase 8.000 crimes de pornografia de menores. Destes, 6.505 são contra menores de 14 anos e os ficheiros apreendidos evidenciam “atos de violência e sadomasoquismo”, segundo a acusação.
Dentro desses mais de 6.500 crimes contra menores de 14 anos encontram-se 889 contra um único menor, uma criança de cuja família Paulo Abreu dos Santos era amigo, e em relação à qual está também acusado dos dois crimes de abuso sexual de crianças, cometidos em 2022 e 2024, quando o menor tinha 10 anos e 13 anos, respetivamente. Segundo a acusação, os abusos contra este menor aconteceram num terreiro dedicado a um culto religioso.
A acusação do MP foi inicialmente noticiada pela CNN e Observador e detalha o diverso material informático apreendido e nos quais foram encontrados ficheiros de imagem e vídeo com conteúdos ilícitos, assim como os, “pelo menos”, 13 grupos de “conversação dedicados à partilha de conteúdos de abuso e exploração sexual de menores” que o arguido integrou.
Nos equipamentos informáticos apreendidos o MP encontrou milhares de ficheiros, assim como programas e plataformas que permitiram descarregá-los, nos quais eram visíveis crianças entre um ano e os 17 anos em situações de cariz sexual. Dos vídeos encontrados, seis foram produzidos por Paulo Abreu dos Santos.
O MP acusou Paulo Abreu dos Santos de ter descarregado, guardado e produzido os ficheiros relativos a abusos sexuais de menores para “satisfazer a sua libido e os seus instintos sexuais” e de o ter feito sabendo que isso era proibido.
“O arguido sabia e não podia ignorar que os protagonistas daqueles vídeos e imagens que detinha eram menores de idade, com menos de 14 anos, e alguns com apenas 4 anos de idade”, lê-se na acusação.
O MP sublinhou que Paulo Abreu dos Santos “em todas as suas condutas atuou de forma livre, voluntária e conscientemente, bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei, até pelas funções que exerce de advogado”.
Na acusação o MP pede ainda que, caso o arguido venha a ser condenado a uma pena de prisão de pelo menos três anos seja recolhido o seu ADN para inserção na base de dados de perfis de ADN. Pede ainda, como penas acessórias, que seja proibido de exercer durante 10 anos qualquer profissão, no setor público ou privado, que envolva contacto regular com menores, ficando ainda impedido, também por 10 anos, de adotar, ser tutor, ser família de acolhimento ou qualquer outra figura de guarda e confiança de menores.
O MP defende ainda a manutenção em prisão preventiva, situação na qual se encontra desde dezembro de 2025, alegando, tendo em conta “a personalidade e a motivação evidenciada pelo arguido”, o perigo de continuação de atividade criminosa e a perturbação da ordem pública, assim como perigo de fuga.
“É elevada a probabilidade de o arguido ponderar fugir de território nacional, para se eximir à justiça, face à gravidade dos crimes imputados, tal como o é a probabilidade de lhe vir a ser aplicada uma pena de prisão efetiva em sede de julgamento, por força das fortes exigências de prevenção geral que o caso reclama, o que permite considerar verificado o perigo concreto de fuga”, lê-se na acusação.
Em abril, o Tribunal da Relação de Lisboa já tinha recusado um pedido de Paulo Abreu dos Santos para ser colocado em prisão domiciliária, com vigilância eletrónica, num recurso em que propunha, como contrapartida, sujeitar-se a tratamento psicológico e psiquiátrico.
Abreu dos Santos, 38 anos, advogado e ex-adjunto do Ministério da Justiça entre 26 de setembro de 2022 e 02 de setembro de 2023, quando este era tutelado por Catarina Sarmento e Castro, estava inicialmente indiciado de 576 crimes qualificados de pornografia de menores, quatro deles por produção própria de vídeos, e dois crimes de abuso sexual de crianças. Foi agora acusado de 7.984 crimes de pornografia de menores e dois crimes de abuso sexual de crianças,
O processo teve origem numa investigação nos Estados Unidos, tendo sido sinalizado como participante em grupos de partilha de vídeos de abuso de menores, que levaram a uma operação da Polícia Judiciária que apreendeu telemóveis com centenas de ficheiros com abusos de menores.
O arguido era também assistente convidado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que suspendeu o vínculo contratual com o advogado.
2026.6.11 Relação confirma absolvição de Fernando Valente no caso da grávida da Murtosa
O Tribunal da Relação do Porto mantém a decisão tomada em julho do ano passado de o absolver das acusações de homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e moeda falsa.
OTribunal da Relação do Porto confirmou esta quinta-feira a absolvição de Fernando Valente, o principal suspeito do desaparecimento da grávida de Murtosa, dos crimes de homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e moeda falsa. A decisão foi tomada depois do Ministério Público (MP) ter recorrido da sentença do Tribunal de Aveiro que absolveu Fernando Valente.
“Do acórdão absolutório proferido em primeira instância pelo tribunal de Júri foram interpostos dois recursos, pelo Ministério Público e pelo Assistente nos autos. Ambos os recursos foram julgados não providos, tendo assim este Tribunal da Relação do Porto confirmado integralmente a absolvição do arguido da prática de todos os crimes de que era acusado – homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo, e moeda falsa”, lê-se no comunicado do tribunal.
Apesar do paradeiro de Mónica Silva continuar a ser desconhecido, o MP pedia pena máxima para o arguido. O Ministério Público acusou Valente de ser autor do homicídio da grávida da Murtosa, vista pela última vez a 3 de outubro de 2023, quando saiu de casa para ir tomar um café. Mónica nunca mais regressou a casa, como havia prometido aos filhos menores.
Valente sempre negou as acusações. Foi detido pela PJ, ficou em prisão preventiva e, mais tarde, passou para domiciliária.
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2026.3.28 Polícia francesa em Portugal para investigar duplo homicídio em Bragança
Já está em Portugal uma equipa da policia francesa para ajudar na investigação ao homicídio de duas mulheres em Bragança. O suspeito, um homem francês, ficou em prisão preventiva.
Cédric Prizzon, ex-polícia francês e único suspeito do crime, ficou em prisão preventiva. Quando abandonou o tribunal depois de sete horas de interrogatório, algemado e com vigilância policial apertada, já os polícias franceses tinham aterrado no país.
São especializados em casos de homicídio, os mais complexos em França, e tentam em Portugal ajudar na reconstituição do crime desde que Cédric Prizzon cruzou de carro a fronteira de França com destino a Bragança.
Ao que a SIC apurou, ainda não se reuniram com a Polícia Judiciária, mas é provável que nos próximos dias as autoridades dos dois países possam partilhar informações depois da obrigatória autorização formal do Estado português
A equipa de policias franceses já terá iniciado os primeiros contactos exploratórios com a GNR, que deteve o suspeito durante uma operação de fiscalização rodoviária de rotina em Mêda, na Guarda.
A PJ tem, segundo o que a SIC apurou, 90% de certeza que Audrey, de 40 anos, a ex-companheira, e Angela, de 26, a namorada, foram assassinadas por asfixia já em Portugal.
Os corpos encontrados na Serra da Nogueira, em Bragança, estão no Instituto de Medicina Legal e as autópsias são consideradas peças fundamentais no puzzle do crime.
As autoridades francesas estão a avaliar um eventual pedido de extradição, mas o mais provável por agora é que Cédric Prizzon seja julgado nos tribunais portugueses e, se assim for, toda a prova produzida em França pelos alegados crimes de sequestro terá de ser enviada para Portugal.
Em França, há prisão perpétua, ao contrário da legislação portuguesa que estabelece o máximo de 25 anos de cadeia.
A Judiciária investiga a ligação do suspeito a Portugal. Em tribunal, Cédric Prizzon, ex-internacional de Rugby, assumiu-se como vítima do sistema judicial francês, que lhe retirou a guarda do filho de 13 anos, que dizia estar em perigo na companhia da mãe.
Encontra-se agora em prisão preventiva, isolado numa cela da cadeia da Guarda e proibido de contactar os próprios filhos.
É suspeito de um crime de sequestro, dois de homicídio qualificado, outros dois de profanação de cadáver, um crime de violência doméstica, um crime de falsificação de documentos e um crime de detenção de arma ilegal.
2026.3.26 Duplo homicídio suspeito: França acompanha com choque a detenção de Cédric Prizzon em Portugal
A detenção em Portugal de Cédric Prizzon, ex-polícia francês de 42 anos, suspeito de ter matado a ex-companheira e a atual, tem sido bastante noticiada na imprensa francesa, que acompanha o caso com uma mistura de surpresa, cautela e atenção ao passado problemático do suspeito
O caso que envolve Cédric Prizzon, ex‑polícia francês de 42 anos, ganhou dimensão internacional depois de as autoridades portuguesas terem encontrado, na serra da Nogueira (Bragança), os corpos de duas mulheres francesas dadas como desaparecidas no Aveyron (França). O desaparecimento ocorreu a 20 de março, quando Prizzon deixou de ser localizado juntamente com a atual companheira, a ex‑companheira e os dois filhos menores.
Segundo o Correio da Manhã, que cita fontes da GNR e da PJ, o suspeito foi detido dias depois na zona da Mêda, durante uma operação de fiscalização rodoviária, ao apresentar documentos falsificados. No carro estavam os dois filhos, encontrados vivos e em segurança. Ainda de acordo com o CM, a descoberta dos corpos ocorreu após informações recolhidas pelas autoridades portuguesas, que o jornal refere poderem ter sido fornecidas pelo próprio suspeito ou pelo filho mais velho.
A identificação formal dos corpos ainda decorre, mas tanto a PJ como o Ministério Público francês tratam o caso como praticamente esclarecido quanto à identidade das vítimas.
O suspeito transportava também no carro matrículas falsas, uma arma e milhares de euros, elementos que reforçam a tese de uma fuga preparada. O Midi Libre detalha que Prizzon levava consigo 17 mil euros em numerário, além de equipamento informático e documentos adulterados, descrevendo a fuga como uma “cavale européenne” que terá passado por Espanha antes de terminar em Portugal.
Segundo o Centre Presse Aveyron, Cédric Prizzon será apresentado a um juiz português no tribunal de Vila Nova de Foz Côa, num primeiro interrogatório destinado a formalizar o processo de cooperação europeia. O jornal ouviu o advogado português Manuel Barbosa, especialista em direito penal, que explicou que a extradição para França deverá ser rápida: “O facto do suspeito e das vítimas serem franceses torna muito provável que o processo seja remetido para França assim que possível”, afirmou. E acrescentou que, no âmbito de um mandado de detenção europeu, Prizzon será informado dos factos que lhe são imputados e poderá aceita ,ou recusar a entrega às autoridades francesas, embora “um tribunal de instrução possa ultrapassar essa recusa”. O advogado sublinhou ainda que a cooperação entre Portugal e França “funciona muito bem há vários anos” e que, neste caso, “há muito mais interesse em que o julgamento decorra em França”, destacando que a presença de investigadores franceses em Portugal já aponta nesse sentido.
Atenções viradas para passado do suspeito
Em França, o caso deixou rapidamente de ser apenas um desaparecimento inquietante para se transformar numa história de violência extrema, fuga internacional e um passado que regressa para pelo menos contextualizar o presente. A imprensa regional, que conhecia Prizzon de perto, tem sido particularmente detalhada na reconstrução da sua trajetória.
O Midi Libre foi o primeiro a relatar o desaparecimento simultâneo das duas mulheres e das crianças, sublinhando que a investigação começou quando Audrey Cavalié, de 40 anos, não apareceu no trabalho e o filho de 12 anos faltou à escola. O jornal descreve Prizzon como alguém com “um historial de conflitos familiares e episódios de fuga anteriores”, recordando que em 2021 já tinha atravessado a fronteira com Espanha com um dos filhos, durante um litígio judicial.
O Centre Presse Aveyron reforça que Prizzon era conhecido das autoridades locais por conflitos prolongados com a ex‑companheira e por comportamentos considerados instáveis. A nível nacional, meios como France 24 e CNEWS têm destacado a dimensão transfronteiriça da investigação.
O tom dominante na imprensa francesa é de prudência judicial, mas também de consternação. No Aveyron, onde as vítimas eram conhecidas, o caso tem provocado choque e um sentimento de inevitabilidade: muitos textos franceses recuperam o passado judicial de Prizzon para tentar compreender como um conflito familiar prolongado se transformou numa tragédia com fronteiras atravessadas. Segue-se um capítulo judicial complexo, que continuará a ser acompanhado de perto pelos dois países.
2026.3.26 Detido em Portugal francês suspeito de duplo homicídio
Cédric Prizzon era procurado pelas autoridades pela suspeita de raptar os filhos e as mães das crianças – a ex-mulher e a atual companheira. Foi detido na cidade da Mêda, no distrito da Guarda. As duas mulheres foram encontradas mortas
As crianças, de 13 anos e ano e meio, foram encontradas e estão bem, mas não havia sinal das duas mulheres que estavam desaparecidas desde a passada sexta-feira. Mas, avança a BFMTV, foram encontradas mortas em Portugal.
Cédric Prizzon, de 42 anos, tinha perdido a guarda dos filhos, tendo, por isso, feito greve de fome no ano passado.
Estava a ser procurado e foi, na noite desta terça-feira, detido na cidade da Mêda, no distrito da Guarda.
Ao que a SIC apurou, depois de detido e o caso ter passado para a competência da Polícia Judiciária, terá levado os inspetores ao local onde estavam os corpos das duas mulheres.
O suspeito tem vários problemas com a justiça, inclusive uma condenação por violência doméstica.
O jornal francês Midi Libre recorda que, em 2021, o suspeito já tinha ido ilegalmente para Espanha, durante vários dias, com o filho mais velho.
Antigo jogador de râguebi e ex-polícia, Cédric Prizzo, já tinha participado, juntamente com outros pais que perderam a custódia dos filhos, numa greve de fome em frente ao tribunal de Rodez e em manifestações.
Em comunicado, a GNR informa que o homem foi detido durante uma fiscalização rodoviária na EN102, tendo levantado suspeitas depois de apresentar documentos que viria a confirmar-se serem falsificados.
Estava também na posse de uma arma de fogo sem documentação legal.
A GNR ter-se-á apercebido, no decurso das diligências, que o homem estava referenciado como suspeito da prática de “crimes graves”, tendo, por isso, sido contactada a PJ.
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2026.3.28 Mulher envolvida em branqueamento de capitais é sequestrada após ficar com dinheiro
A Polícia Judiciária deteve, na sexta-feira, dois homens suspeitos de sequestrar, roubar e extorquir uma mulher na Covilhã, num caso que tem origem num alegado esquema de branqueamento de capitais.
Segundo a PJ, a vítima terá fornecido quatro contas bancárias aos suspeitos “a fim de dissiparem o dinheiro proveniente da prática de crimes de tráfico de estupefacientes e burlas informáticas”, funcionando como intermediária na circulação dos montantes ilícitos.
Em determinado momento, “a vítima, em conivência com os suspeitos, apoderou-se de uma enorme quantia de dinheiro que não devolveu”, o que terá motivado o crime. Na sequência, foi alvo de sequestro e de roubo de equipamentos eletrónicos que tinha na sua residência.
No âmbito da investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda em articulação com o Departamento de Investigação e Ação Penal de Castelo Branco, foram realizadas ações de vigilância que permitiram identificar os suspeitos.
A PJ deu cumprimento a um mandado de detenção e procedeu ainda “a uma segunda detenção em flagrante delito”, tendo também sido realizada uma busca domiciliária, da qual resultou a apreensão de “um relevante acervo de prova”.
Os detidos vão ser ouvidos no Tribunal do Fundão para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

A vítima mortal do despiste ocorrido na Estrada nacional 243 “é o suspeito do homicídio da mulher em Castelo de Vide, sua ex-companheira”.
O homem de 42 anos que morreu este sábado, 28 de março, num despiste rodoviário no concelho de Avis, distrito de Portalegre, é o suspeito do homicídio da ex-companheira, de 28 anos, em Castelo de Vide, revelou fonte judicial.
A vítima mortal do despiste ocorrido na Estrada nacional 243 (EN243) “é o suspeito do homicídio da mulher em Castelo de Vide, sua ex-companheira”, disse a mesma fonte judicial, em declarações à agência Lusa.
Como a Lusa já tinha noticiado, o homem morreu na sequência do despiste do automóvel em que seguia, ao quilómetro 107,5 da EN243, na zona do Alto da Malhadinha, concelho de Avis, de acordo com fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo.
Segundo a mesma fonte, o alerta para o sinistro foi dado às 14:09.
Um total de 20 operacionais, apoiados por sete veículos, foram mobilizados para o local, incluindo meios dos bombeiros, da GNR e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com a viatura média de emergência e reanimação (VMER)de Portalegre e a ambulância de suporte imediato de vida (SIV) de Ponte de Sor.
Foi igualmente acionado o helicóptero do INEM de Évora, que acabou por não ser necessário.
Antes, pelas 11:43, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo disse à Lusa ter recebido o alerta para “um cenário de homicídio” de uma mulher, de 28 anos, no seu domicílio, numa rua de Castelo de Vide, igualmente no distrito de Portalegre.
“A mulher não apresentava ferimentos externos e o óbito foi atestado pelo médico da VMER de Portalegre”, do INEM
Em declarações à Lusa, fonte da PJ, polícia de investigação criminal que foi alertada às 13:30, confirmou ter tomado conta da ocorrência e disse tratar-se de “um homicídio em contexto de violência doméstica”.
De acordo com a PJ, havia “um relacionamento entre o homicida e a vítima”, não se encontrando o suspeito no local. A PJ disse estar a efetuar diversas diligências investigatórias.
Também contactada pela Lusa, fonte do Comando Territorial de Portalegre da GNR disse que foi alertada para este caso às 11:45.
“Confirmo que há uma vítima mortal, uma mulher. Foi acionado o piquete da Polícia Judiciária e vão ser feitos exames, nomeadamente autópsia, para apurar a causa da morte”, limitou-se a acrescentar.
Para esta ocorrência foram mobilizados 16 operacionais, apoiados por oito veículos, entre bombeiros, GNR, PJ e INEM, não só com a VMER, mas também com uma equipa de apoio psicológico em crise, para “ajudar os familiares”, disse o comando sub-regional da Proteção Civil. x1200
2026.3.27 Ministro admite crime de “natureza terrorista” no ataque contra Marcha pela Vida
“É a execução de um crime de ódio”, afirma o responsável pela Administração Interna. Suspeito ficou em liberdade com obrigação de apresentações periódicas às autoridades.
O ataque falhado com um “cocktail molotov” contra participantes na Marcha pela Vida, no passado sábado, poderá ser considerado “um crime de natureza terrorista”, admitiu esta sexta-feira o ministro da Administração Interna.
“É a execução de um crime de ódio. Na minha opinião e vou dá-la porque fui diretor de uma unidade contraterrorismo quase 12 anos e fui diretor nacional de uma polícia que investiga estes crimes, poderemos estar perante um crime de natureza terrorista”, disse aos jornalistas Luís Neves, no final da cerimónia que assinalou os 50 anos do Corpo de Intervenção da PSP.
O ministro sustentou que o Governo “não aceita ações deste tipo” e “repudia transversalmente todo este tipo de atos” em que um homem arremessou um objeto incendiário, do tipo “cocktail molotov”, que acabou por não explodir, contra os participantes da Marcha pela Vida, que reuniu cerca de 500 pessoas no sábado passado em Lisboa.
O ministro destacou ainda “a pronta ação” da Polícia de Segurança Pública, sustentando que a investigação está a decorrer”, e considerou que “tem que haver tolerância” e “respeito por opiniões diferentes”.
Luís Neves já tinha reagido por escrito, condenando o “extremismo violento” contra a Marcha pela Vida.
A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário, do tipo “cocktail molotov”, contendo gasolina, na direção dos participantes.
De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava na manifestação, foi detido no local.
No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.
Ainda assim, a PSP relatou, em comunicado, que o incidente gerou “um clima de alarme e perturbação no local” e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.
Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas “num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria”.
Depois de ter sido ouvido por um juiz, o homem saiu em liberdade e sujeito a apresentações periódicas e proibição de frequentar o local do incidente.
O PSD pediu entretanto uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna para “apurar os factos” sobre o incidente com um objeto na Marcha pela Vida.
2026.3.26 Vítimas de Abuso Sexual na Igreja Vão Receber Entre 9 e 45 Mil Euros
Conferência Episcopal Portuguesa aprovou 57 pedidos, num total de 1,609 milhões de euros
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou esta quinta-feira que as vítimas de abuso sexual na Igreja Católica vão receber compensações entre 9 mil e 45 mil euros.
Dos 95 pedidos recebidos, 78 foram considerados elegíveis e 17 arquivados. Dos elegíveis, 11 foram indeferidos, 57 já foram aprovados — totalizando 1 609 650 euros — e nove estão em fase final de análise, com um pedido pendente a aguardar decisão da Santa Sé.
Segundo a CEP, os indeferimentos dizem respeito a casos em que a pessoa era maior de idade na altura dos factos e não se apurou que fosse adulto vulnerável, em que o acusado não pertencia ao clero nem exercia funções na Igreja, ou em que não houve violência sexual. Todas as vítimas, com pedido aprovado ou indeferido, estão a ser notificadas por escrito com a respetiva fundamentação.
Os valores foram definidos em assembleia plenária extraordinária de 27 de fevereiro. A CEP explicou que cada compensação foi estabelecida com base na análise individual dos factos, na gravidade dos abusos, no dano sofrido e no nexo de causalidade entre os acontecimentos e as consequências na vida da vítima, procurando uma reparação “justa, proporcional e solidária”.
A CEP sublinhou que a atribuição da compensação financeira “não apaga o que aconteceu nem elimina as consequências dos abusos na vida de quem os sofreu”, reconhecendo “a gravidade do sofrimento vivido, tantas vezes carregado em silêncio durante anos”. A Igreja afirmou que o encerramento deste processo não significa o fim da sua responsabilidade e manifestou disponibilidade para “acolher, escutar e acompanhar as vítimas”.
2026.3.25 Jovem de 14 anos acusado de matar a mãe em Vagos começa a ser julgado à porta fechada
O rapaz de 14 anos acusado de matar a mãe, a vereadora da Câmara de Vagos Susana Gravato, começa esta quarta-feira a ser julgado à porta fechada, no Tribunal de Família e Menores de Aveiro.
O caso remonta a 21 de outubro de 2025, quando Susana Gravato foi encontrada morta na sua residência, na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos, no distrito de Aveiro.
Menos de 24 horas após o crime, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção do filho da vereadora, por fortes indícios de ter assassinado a mãe.
O rapaz, que confessou o crime à PJ, começa a ser julgado esta quarta-feira às 09:30 no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito de um Processo Tutelar Educativo instaurado pela prática de factos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado.
Apenas leitura da decisão será pública
O julgamento decorrerá à porta fechada, uma vez que foi determinada a exclusão de publicidade, o que significa que as audiências vão decorrer sem a presença de público ou da comunicação social, exceto na leitura da decisão, que será pública. O pai do jovem poderá assistir à audiência, uma vez que se trata de um menor.
O jovem, que está a cumprir a medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado, será julgado por um tribunal coletivo, composto por um juiz de carreira e dois juízes sociais (cidadãos, sem formação jurídica específica, nomeados para auxiliar juízes de direito em tribunais de família e menores).
O Ministério Público requereu a aplicação ao jovem da medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, que corresponde à medida mais gravosa.
A vereadora da Câmara de Vagos Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa.
A vítima foi encontrada pelo marido que alertou os bombeiros. Apesar das manobras de reanimação realizadas, o óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação.
2026.3.20 Novo método de roubo de carros preocupa Portugal: “relay attack” permite furtos em segundos sem arrombamento
“Relay attack” permite roubar carros sem chave e em segundos. Saiba como funciona este método e como proteger o seu automóvel.
2026.3.13 Tribunal mantém pena de 25 anos para homicida do Centro Ismaili e recusa inimputabilidade
Homem confessou ter matado, em 2023, duas mulheres no Centro Ismaili, em Lisboa.
Tribunal Central Criminal de Lisboa decidiu esta sexta-feira manter a pena de 25 anos de prisão ao homem que confessou ter matado, em 2023, duas mulheres no Centro Ismaili, em Lisboa, recusando considerá-lo inimputável.
Para o coletivo responsável pelo julgamento, “a factualidade mantém-se integralmente” e, apesar de Abdul Bashir ter sido diagnosticado, nas perícias feitas durante o julgamento, de esquizofrenia e de perturbação de personalidade mista, “a verdade é que, no momento da prática dos factos, não se provou que estivesse sob efeito” de doença.
Abdul Bashir já tinha sido condenado a 2 de junho de 2025 à pena máxima de 25 anos de prisão, mas, em fevereiro passado, o Supremo Tribunal de Justiça anulou o acórdão por não ter sido comunicado ao arguido que deixara de ser considerado inimputável, ordenando a repetição parcial do julgamento.
Agora, o tribunal considerou que “a declaração de inimputabilidade é um juízo que cabe única e exclusivamente ao juiz”, explicando que Abdul Bashir terá de cumprir 25 anos de prisão, em estabelecimento prisional.
Antes da decisão do coletivo, as partes fizeram as respetivas alegações, com o Ministério Público e a defesa de Abdul Bashir a manterem o entendimento de que o homem deveria ser considerado inimputável com aplicação de uma medida de segurança.
Em 14 de março, nas alegações finais do julgamento, o Ministério Público mantivera o entendimento expresso na acusação de que, por estar sob efeito de anomalia psíquica grave e perturbações de personalidade, o cidadão afegão não tinha consciência dos seus atos e pedira a sua condenação a uma pena de internamento por um mínimo de três anos.
O caso remonta a 28 de março de 2023, quando o cidadão afegão matou duas mulheres, de 24 e 49 anos, que trabalhavam no serviço de apoio aos refugiados do Centro Ismaili e tentou atacar outros frequentadores do espaço da comunidade ismaelita.
No julgamento, iniciado em dezembro de 2024, o arguido argumentou que agiu em legítima defesa.
Abdul Bashir foi acusado de 11 crimes: dois de homicídio agravado, seis de tentativa de homicídio agravado, dois de resistência e coação sobre funcionário e um de detenção de arma proibida.
O arguido, detido no próprio dia do ataque no Centro Ismaili, aguardava desde junho passado o desenrolar do processo em prisão preventiva, depois de ter estado internado preventivamente.
2026.3.6 Duas mulheres detidas por furto de cobre no concelho de Almeida
Duas mulheres, de 45 e 47 anos, foram detidas no dia 4 de março por furto de metais não preciosos no concelho de Almeida.
A detenção foi efetuada pelo Comando Territorial da Guarda da Guarda Nacional Republicana, através do Posto Territorial de Vilar Formoso, na sequência de uma ação de patrulhamento.
Os militares da Guarda foram alertados para a presença de indivíduos numa zona isolada próxima da localidade de Castelo Mendo, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, onde estaria a ocorrer a queima de cabos de telecomunicações para extração de cobre.
No local, os militares detetaram quatro indivíduos na posse de cabos de telecomunicações que estavam a ser queimados para retirar o cobre. Durante a intervenção policial, duas mulheres foram intercetadas e detidas, enquanto os restantes suspeitos conseguiram colocar-se em fuga.
Da operação resultou a apreensão de duas viaturas, 548 quilos de cobre e diversos objetos associados ao manuseamento e corte do metal, num valor presumível de cerca de 4.110 euros.
As detidas foram constituídas arguidas e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Almeida.
A Guarda Nacional Republicana relembra que o furto de metais não preciosos tem um impacto significativo nas infraestruturas públicas e privadas, provocando elevados prejuízos e constrangimentos à comunidade, motivo pelo qual continuará a desenvolver ações de prevenção e fiscalização para a sua deteção.
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2026.3.23 Mariana Fonseca já cumpre pena no Estabelecimento Prisional de Tires
Mariana Fonseca, condenada a 23 anos de prisão pelo homicídio de Diogo Gonçalves em coautoria, foi localizada e detida em Jacarta
A enfermeira algarvia condenada por homicídio, que esteve em fuga às autoridades portuguesas durante vários meses, foi localizada, detida na Indonésia e deportada para Portugal, segundo a CNN Portugal, já deu entrada no Estabelecimento Prisional de Tires, onde começou a cumprir a pena.
Mariana Fonseca foi transportada pela Polícia Judiciária (PJ) desde a sua chegada ao aeroporto, até ao estabelecimento prisional, na noite de quinta-feira, pelas 21:00 horas, após ter sido deportada para Portugal, já que a mulher se encontrava em situação ilegal no país asiático.
À chegada, a reclusa foi encaminhada para a chamada “casa de admissão”, uma área destinada a acolher novos reclusos, segundo noticia a CNN Portugal. Permanecerá neste espaço durante um período de cerca de 14 dias, considerado essencial para a adaptação ao meio prisional.
Recorde-se que Mariana Guerreiro Fonseca foi condenada pela morte de Diogo Gonçalves, no Algarve, em 2020, em coautoria com Maria Malveiro.
Esteve em fuga vários meses. O Tribunal de Portimão tinha-a absolvido do crime, mas a Relação de Évora condenou-a à pena máxima de 25 anos, a qual viria a ser confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça, tendo reduzido a pena para 23 anos de prisão efetiva.
2026.3.3 Tribunal Constitucional confirma pena de 23 anos para Mariana Fonseca no caso do homicídio de Diogo Gonçalves
Mariana Fonseca e Maria Malveiro foram detidas em março de 2020 pelo homicídio de Diogo Gonçalves, engenheiro informático de 21 anos, num crime que chocou o país pela violência e pelos contornos financeiros associados. Segundo a investigação, Diogo Gonçalves foi atraído para a habitação que Mariana Fonseca partilhava com Maria Malveiro, na região do Algarve. […]
Mariana Fonseca e Maria Malveiro foram detidas em março de 2020 pelo homicídio de Diogo Gonçalves, engenheiro informático de 21 anos, num crime que chocou o país pela violência e pelos contornos financeiros associados.
Segundo a investigação, Diogo Gonçalves foi atraído para a habitação que Mariana Fonseca partilhava com Maria Malveiro, na região do Algarve. O jovem terá sido assassinado nesse local e o corpo posteriormente desmembrado, tendo partes sido ocultadas em diferentes zonas, numa tentativa de dificultar a descoberta do crime.
O homicídio terá tido como principal motivação a intenção de se apropriarem de cerca de 70 mil euros que a vítima tinha recebido a título de indemnização pela morte da mãe. Após o crime, as arguidas terão utilizado o telemóvel e as redes sociais da vítima para simular que esta continuava viva, enviando mensagens a familiares e amigos, numa tentativa de afastar suspeitas e ganhar tempo.
O desaparecimento acabou por ser participado às autoridades, levando à investigação que culminou na detenção das duas mulheres. Durante as buscas, a Polícia Judiciária recolheu diversos elementos de prova, incluindo vestígios biológicos e objetos relacionados com o crime.
Maria Malveiro foi condenada a 25 anos de prisão. Viria, contudo, a suicidar-se no estabelecimento prisional onde se encontrava a cumprir pena.
Já Mariana Fonseca foi inicialmente absolvida pelo Tribunal Judicial de Portimão, decisão que gerou controvérsia. O Tribunal da Relação de Évora viria a reverter a absolvição, condenando-a igualmente a 25 anos de prisão.
Posteriormente, o Tribunal Constitucional confirmou a condenação, fixando a pena em 23 anos de prisão efetiva.
Mariana Fonseca encontra-se há cerca de seis meses em fuga à Justiça, depois de esgotadas as possibilidades de recurso e de ter sido determinada a execução da pena. As autoridades mantêm diligências no sentido de a localizar e dar cumprimento ao mandado de detenção.
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2025.7.13 GNR apreende 18 tuk-tuk em Lisboa e Sintra com matrículas e documentos falsos
O processo seguiu para o Tribunal Judicial de Sintra
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou, este domingo, que apreendeu 18 veículos de animação turística, conhecidos por tuk-tuk, em Lisboa e Sintra, que eram conduzidos com recurso a falsificação de documentos e matrículas falsas.
“O Comando Territorial de Lisboa, através Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito de Carcavelos, no dia 11 de julho, apreendeu 18 veículos de animação turística, nos concelhos de Lisboa e Sintra”, lê-se no comunicado.
“No seguimento de uma investigação que decorria há cerca de um ano, por falsificação de documentos, legalização e atribuição de matrículas aos veículos afetos a atividades de âmbito turístico, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que culminaram com o cumprimento de dois mandados de busca em armazéns onde se encontravam as viaturas”, acrescenta-se ainda no comunicado, que anuncia a apreensão de 18 veículos.
O processo seguiu para o Tribunal Judicial de Sintra.
Muito populares nos países asiáticos, estas motas transformadas para ter capacidade de transportar vários passageiros têm vindo a crescer de forma significativa em várias cidades portuguesas, nomeadamente Lisboa e Porto, e são muito utilizadas pelos turistas.
A Câmara de Lisboa atribuiu à EMEL competências de fiscalização e de aplicar multas por infrações ao Código da Estrada pelos tuk-tuk desde abril deste ano, altura em que entraram em vigor na capital diversas restrições de circulação destes veículos de turismo.
A circulação de tuk-tuk está proibida num total de 337 ruas de sete freguesias, nomeadamente Avenidas Novas, Arroios, Penha de França, São Vicente, Santo António, Misericórdia e Santa Maria Maior.
2025.7.9 “Inexistem vestígios de crime” mas “algo aconteceu” a Mónica Silva: o acórdão do tribunal
“Inexistem vestígios de crime” mas “algo aconteceu” a Mónica Silva: o acórdão do tribunal

2025.6.11 Ministério Público pede pena máxima para suspeito da morte de grávida da Murtosa
Fernando Valente está a ser julgado pelaa morte de Mónica Silva, a grávida da Murtosa desaparecida em 2023.
O Ministério Público (MP) pediu esta quarta-feira, 11 de junho, pena máxima para Fernando Valente, arguido suspeito da morte de Mónica Silva, a grávida da Murtosa desaparecida em 2023.
Nas alegações finais do julgamento, a decorrer no Tribunal de Aveiro, e pela primeira vez, numa sessão aberta, o MP apontou as incongruências do testemunho do suspeito e defendeu existirem provas suficientes para o condenar a 25 anos de prisão.
À altura do desaparecimento, a vítima, com 33 anos, estava grávida de sete meses.
O arguido, que se encontra em prisão domiciliária, está acusado dos crimes de homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e aquisição de moeda falsa para ser posta em circulação.
O Ministério Público acusa Fernando Valente de ter matado Mónica Silva e o feto que a vítima gerava, no dia 3 de outubro de 2023 à noite, no seu apartamento na Torreira. O motivo do crime seria para evitar que lhe fosse imputada a paternidade.
Ainda de acordo com a acusação, o arguido ter-se-á desfeito do corpo da vítima, levando-o para parte incerta, escondendo-o e impedido que fosse encontrado até hoje. x1200

O país conhece o caso como “grávida da Murtosa” mas é um caso que passou a ter nomes concretos e que já teve decisão judicial esta semana. Fernando Valente não considerava Mónica Silva “sua namorada, só queria relacionar-se sexualmente com ela quando lhe apetecesse”, e a mesma comunicou-lhe a 29 de setembro de 2023 “que estava grávida”. Mónica Silva desapareceu dias depois – e o tribunal ilibou Fernando Valente de qualquer suspeita porque não sabe sequer se ocorreu “o evento morte” de Mónica Silva. Mas supõe que “algo lhe aconteceu”. E é isso – e isto que aqui vai ler é como o tribunal diz que chegou a essas conclusões
“Da prova produzida não resultou qualquer indício da verificação do evento morte de Mónica Silva, não existindo evidência da morte, ainda que sustentada em provas indiretas, que permitam alcançar uma conclusão segura”, diz o acórdão, ao qual a CNN Portugal teve acesso.
Apesar dos depoimentos, das provas recolhidas e das perícias, o tribunal não deu como provado que Fernando Valente se encontrou com Mónica Silva – grávida de sete meses – a 3 de outubro de 2023, nem que a matou e fez desaparecer o corpo.
Segundo o acórdão, foram ouvidas mais de uma dezena de pessoas, entre as quais o arguido, o viúvo de Mónica Silva (de quem esta estava separado há dois anos e em processo de divórcio), as irmãs de Mónica Silva, os filhos de Mónica Silva, a prima de Mónica Silva, os pais de Fernando Valente, um amigo de Fernando Valente e os pais de Mónica Silva.
Apesar de todos os depoimentos, o tribunal deu apenas como provado que Fernando Valente e Mónica Silva conheceram-se em outubro de 2022, “tendo o relacionamento entre ambos evoluído para uma relação de natureza íntima e sexual” – o arguido “envolveu-se sexualmente com Mónica Silva, com a qual manteve relações sexuais de cópula direta, o que sucedeu pelo menos em janeiro de 2023”.
Segundo o acórdão, Fernando Valente não considerava Mónica Silva “sua namorada, só queria relacionar-se sexualmente com ela quando lhe apetecesse”, e a mesma comunicou-lhe a 29 de setembro de 2023 “que estava grávida”.
Além disso, ficou ainda provado em tribunal as pesquisas de Fernando Valente sobre “como apagar mensagens para sempre no Messenger” e que o arguido “adquiriu o cartão SIM pré-pago” para usar num equipamento com “características básicas” que evitavam “a existência de pegada digital, o que o arguido bem sabia”. Desse número, Fernando fez “apenas três comunicações”, todas para o número pertencente a Mónica.
O tribunal de júri deu ainda como provado que, a 3 de outubro de 2023, Mónica saiu de casa e avisou os filhos “que ia tomar café e regressaria em breve” e “levou consigo o telemóvel” que ativou uma antena que “abrange, além do mais, a zona urbana (…) onde se inclui o apartamento do arguido”.
No entanto, o “telemóvel deixou de estar localizável” durante a madrugada do dia 4 de outubro, o mesmo dia em que o arguido, em conversação com a irmã de Mónica Silva, “através do Messenger da rede social Facebook” – onde apagou as mensagens com Mónica Silva “em data não concretamente apurada” – negou saber do paradeiro de Mónica Silva.
Ficou ainda provado que, no dia 6 de outubro, Fernando Valente e o pai, “com recurso a hipoclorito de sódio, água projetada por mangueira de cor verde e esfregonas, procederam à limpeza da zona da entrada do prédio, parque de estacionamento e das zonas comuns do rés do chão (hall de entrada)”.
Assim sendo, o tribunal deu apenas como provado que Fernando Valente manteve uma relação íntima com Mónica Silva, ocultou essa relação, falou com Mónica Silva até pouco antes do seu desaparecimento, e foi a última pessoa com quem ela interagiu antes de deixar de estar localizável. Contudo, não foi provado que tenha matado Mónica ou o feto, nem que tenha ocultado o cadáver ou forjado mensagens.
Mónica Silva não imputou paternidade a Fernando Valente
De acordo com as declarações de Fernando Valente, ele e Mónica tiveram apenas “um envolvimento físico que ocorreu em inícios de janeiro de 2023”, dentro do carro do arguido, “que fez uso do preservativo”.
No entanto, em tribunal, a irmã gémea de Mónica Silva revelou que tinha conhecimento do envolvimento da irmã com Fernando Valente e que esta “enviava ao arguido muitas fotos, referindo que ele ‘era muito erótico’ e que o arguido apagava as mensagens que enviava” por causa de a filha ter acesso ao telemóvel. Além disso, Sara Silva “referiu ainda que a irmã não fazia uso do preservativo quando se relacionava com o arguido”.
A irmã revelou ainda que Mónica Silva tinha outros relacionamentos, um com “BBB” e outro com “NNN”, e que “de vez em quando andava na aventura”, sendo que o “relacionamento com o BBB se iniciou antes de a irmã conhecer o arguido, tendo-se relacionado com o BBB até engravidar”.
Segundo o depoimento de Sara Silva, o último envolvimento entre Mónica e “BBB” aconteceu a 28 de março e que “depois de a irmã se relacionar com BBB a menstruação faltou, vindo a confirmar a gravidez em abril”. “Nessa altura, a irmã contou ao BBB que estava grávida, mas o mesmo não queria que a gravidez avançasse porque tinha namorada”, lê-se no acórdão.
Sara afirmou ainda que, “pela ausência da menstruação, o filho era de BBB, mas a irmã queria que fosse de Fernando Valente”. No acórdão lê-se ainda que “as mensagens trocadas entre Mónica e a irmã gémea, donde emerge que logo quando travou conhecimento com o arguido (resultando da prova produzida que se conheceram em outubro de 2022) perspetivava poder obter algum benefício económico, sendo, inclusivamente, falado entre as irmãs qual seria a contribuição económica de Fernando Valente caso viesse a ter um filho (com a Mónica, segundo se depreende), conforme conversação por mensagem entre ambas datada de 27/11/2022”, da qual “emerge que Mónica deu a conhecer à irmã parte de uma conversação mantida com Fernando, negando-lhe este um pedido que a Mónica lhe dirigira, ficando, assim, esclarecido que logo desde o início do relacionamento Fernando acalentava a expectativa de poder vir a obter algum benefício económico, sendo esta uma matéria que falava com a sua irmã, revelando o teor das conversas mantidas com o arguido”.
Também a sobrinha de Mónica Silva afirmou em tribunal que, “quando ainda vivia em casa da tia, a mesma contou que tinha um namorado que lhes ia mudar a vida, pois estava grávida e que o pai seria Fernando Valente e que o mesmo ia aceitar bem”.
Segundo a sobrinha, como “BBB” rejeitou a paternidade do bebé, “a tia deve ter dito ao Fernando Valente que era o pai, pois era uma pessoa com posses e a tia queria estabilidade para a família”.
Lixívia era usada regularmente
Outro dos pontos amplamente analisado pelo tribunal foi o uso de hipoclorito de sódio nas limpezas no apartamento de Fernando Valente na Torreira.
O tribunal deu como provado que Fernando Valente e o pai limparam as áreas comuns do prédio com hipoclorito de sódio no dia 6 de outubro de 2023, três dias depois do desaparecimento de Mónica Silva, mas não se provou que Fernando Valente tenha feito uma “limpeza profunda” no interior do apartamento.
Também a testemunha TT, que terá participado na limpeza, negou ter usado hipoclorito e afirmou que apenas limpou pó e chão de forma simples.
“Sendo instado a descrever que limpeza realizou ao apartamento da Torreira, revelou que não sabia concretizar a data em que tal ocorreu, referindo que numa ocasião foi à Torreira limpar o apartamento (limpou o pó, varreu o chão e o tapete da sala, limpou o chão com detergente), tendo demorado cerca de ‘duas horitas’. Negou ter usado hipoclorito de sódio na limpeza. Refere que num dos quartos estava roupa de criança em cima da cama, tendo BB dito que não mexesse na roupa (quando no auto de inquirição se refere apenas tratar-se de roupa feminina). Confirmou ainda que também realizou uma limpeza de fossas na …, em data diversa da da limpeza do pó e do chão do apartamento”, lê-se no acórdão.
Assim sendo, a limpeza com hipoclorito foi confirmada apenas nas áreas comuns externas, não no interior do apartamento.
Segundo o acórdão, o arguido “confirmou que no dia 05 de Outubro, feriado, se deslocou com os pais para o apartamento da Torreira, onde pernoitaram” e que no dia 6 de outubro “regressaram à casa do (…) para trocarem de veículo e recolherem o material necessário (nomeadamente, mangueira e soprador) para realizarem limpeza às ervas do estacionamento e para procederem à limpeza das fossas, depois de constatarem tal necessidade, face a que as tampas estavam a querer levantar, tendo procedido ao desentupimento das fossas”.
Sobre o uso de hipoclorito de sódio, “que nada mais é senão lixívia”, o arguido conseguiu “demonstrar que é um produto de uso nos hábitos comuns de limpeza utilizados pela família, face a que juntou diversas faturas que evidenciam a aquisição ao longo do tempo (quer em datas anteriores, quer em datas posteriores à data do desaparecimento de Mónica)”.
Telemóvel básico
Segundo o acórdão, o arguido “adquiriu o cartão SIM pré-pago” para usar num equipamento com “características básicas” que evitavam “a existência de pegada digital, o que o arguido bem sabia”. Desse número, Fernando fez “apenas três comunicações”, todas para o número pertencente a Mónica.
“É de notar que o arguido referiu que tal equipamento de telemóvel não estava na sua posse à época do desaparecimento de Mónica, referindo que a [empresa] procedeu à aquisição de vários equipamentos de telemóvel do mesmo género (por serem baratos), tendo-os entregue a encarregados de obra, por forma a facilitar o contacto com os mesmos. Sucede que a versão do arguido não se mostra suportada por qualquer meio de prova, atendendo a que nenhuma outra fatura respeitante à aquisição de equipamentos semelhantes foi junta aos autos e face a que, no que respeita à identificação dos encarregados de obra que à época trabalhavam por conta da [emprsa] e que terão recebido tais equipamentos de telemóvel, nenhuma identificação foi trazida a Tribunal”.
Para o tribunal, a versão de Fernando Valente surge “fragilizada e não se mostrou plausível face a que, por um lado, tal número de telemóvel foi utilizado, apenas, para realizar três contatos com Mónica e esta registou tal número nos seus contatos com o nome ‘Fernando’ no dia 02/10/2023, pelas 14h46m44s, ou seja, precisamente no dia em que na tabacaria situada ao lado do escritório da empresa se procedeu à venda de um cartão de telemóvel, resultando a confirmação da factualidade elencada no ponto 16 dos factos provados do teor das próprias declarações prestadas pelo arguido”.
Além disso, a presença do arguido foi “detectada através do seu telemóvel por captação de redes wi-fi associada àquela data e horário, o que, consequentemente, não afasta a possibilidade de ter sido o próprio a adquirir tal cartão”.
“A análise crítica e conjugada de todos estes meios de prova permitiu, assim, ao Tribunal formar a convicção segura de que foi o arguido que adquiriu o número de telemóvel na [tabacaria], naquelas circunstâncias de tempo e lugar e o utilizou para realizar as três chamadas para o número de Mónica, tendo sido as únicas comunicações efetuadas mediante a utilização de tal cartão, o que demonstra que foi adquirido para um contacto mais privado/exclusivo com Mónica, atenta a ausência de comunicações para qualquer outro número de telemóvel”.
As provas indiretas
A lista de provas indiretas é longa e culmina com o tribunal a concluir que “inexistem vestígios de crime”. Isto porque, de acordo com o acórdão, “é de notar que os meios de prova produzidos em audiência apenas permitiram ter por demonstrados os factos supra referenciados, sendo que o acervo de factos não provados resultou da insuficiência de provas”.
“Nos autos visava-se demonstrar a morte de Mónica. Além do mais, visava-se demonstrar que o evento morte tinha advindo dum comportamento doloso do arguido, existindo a dificuldade, em primeiro lugar, de ausência de corpo da vítima e também se desconhece qual o meio ou modo que poderá ter infligido a lesão mortal à vítima. Porém, não obstante tais dificuldades, certo é que da prova produzida não resultou qualquer indício de verificação do evento morte de Mónica, (…) ainda que sustentada em provas indirectas, que permitam alcançar uma conclusão segura. Apenas ficou demonstrado, de forma segura, o desaparecimento na noite do dia 03/10/2023, quando se ausentou da sua habitação e da companhia dos seus filhos para uma saída que, aparentemente, seria breve, dizendo aos filhos que voltaria”.
O acórdão diz ainda que se desconhece “em absoluto o que se seguiu a tal saída” e que, apesar do telemóvel de Mónica ter ativado a antena na zona que abrangia o apartamento de Fernando, “tal não permite, porém, concluir que Mónica se encontrava no apartamento do arguido localizado na Torreira, na companhia do mesmo”.
Segundo o tribunal, “nenhuma outra prova permite associar o arguido a Mónica na noite do desaparecimento”, sabendo-se apenas que os dois tinham combinado um encontro no dia anterior que adiaram porque Fernando disse estar cansado.
“No caso concreto, não logrou demonstrar-se qualquer facto ou conjunto de factos indiretos que possam levar à verificação da morte de Mónica, em resultado da atuação do arguido, não podendo presumir-se a culpabilidade do arguido por referência a meras incongruências ou contradições. No caso, apenas se verifica o desaparecimento de Mónica, não conduzindo a apreciação da prova à verificação do resultado morte, apesar de se saber que a mesma mantinha proximidade à família, designadamente aos filhos e que a sua ausência prolongada no tempo é incongruente com os seus comportamentos habituais, já que se mostrava sempre contatável e não tinha ausências prolongadas do seu domicílio, levando a supor que algo lhe aconteceu. Porém, inexistem vestígios de crime”, lê-se.
O acórdão diz ainda que “inexistem, também, quaisquer indícios que levem a concluir que o arguido atuou nos termos que lhe vinham imputados, face a que soçobraram todas as provas da acusação, apenas se tendo logrado demonstrar que o arguido estabeleceu um contacto telefónico prévio à saída de Mónica da habitação, sendo previsível um encontro, mas sem qualquer prova, ainda que indiciária de que o mesmo ocorreu”.
Perante os factos que conseguiu e não conseguiu provar, o tribunal de júri (constituído por três juízes e quatro jurados) pediu “a absolvição do arguido da prática do crime de homicídio qualificado que lhe vinha imputado”, assim como dos restantes crimes.
Ministério Público vai recorrer
O Ministério Público vai recorrer da absolvição de Fernando Valente de todos os crimes que lhe tinham sido imputados. Após a leitura do acórdão, o advogado que representa os filhos menores de Mónica Silva e o viúvo também já tinha admitido que a família da vítima deveria recorrer para a Relação do Porto.
O suspeito estava acusado de homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e aquisição de moeda falsa para ser posta em circulação, relativamente a um conjunto de notas falsas pertencentes a vários “sets” de magia, que foram encontradas no apartamento da família de Fernando Valente.
O tribunal de júri julgou ainda improcedentes os pedidos de indemnização que tinham sido deduzidos pelos filhos menores da vítima e do viúvo.
Com esta absolvição, o tribunal declarou extinta a medida de coação de prisão domiciliária a que o arguido se encontrava sujeito, tendo o mesmo saído do Palácio da Justiça por uma porta lateral e entrado numa viatura da PSP.
2025.7.8 Fuga em Alcoentre

Frederico Morais, do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, responsabiliza “quem dirige as cadeias”, nomeadamente a direção do estabelecimento prisional de Alcoentre, pela fuga dos dois reclusos esta segunda-feira. Em declarações à CNN Portugal, queixa-se ainda da falta de guardas prisionais no país, para ser garantido o funcionamento de todas as cadeias. x1200
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2025.7.8 Subiram um muro e desceram com uma corda. Dois reclusos em fuga do Estabelecimento Prisional de Alcoentre
Dois reclusos estão em fuga do Estabelecimento Prisional de Alcoentre. O alerta foi dado às 18h30. Fugitivos subiram um muro e desceram-no com o recurso a uma corda. Câmaras estariam desligadas.
Dois reclusos fugiram, esta segunda-feira, do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, de alta segurança. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã e confirmada ao Observador por Frederico Morais, dirigente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional.
Ao Observador, Frederico Morais detalhou que os dois reclusos “subiram um muro” do Estabelecimento Prisional de Alcoentre e “desceram-no com uma corda”. “Estava tudo programado.”
A fuga ocorreu às 18h20. Numa nota enviada à comunicação social, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indica que os reclusos tinham “nacionalidade portuguesa”. “Têm 37 e 44 anos e encontram-se condenados pelos crimes de tráfico de estupefacientes e roubo em penas de 5 anos e 8 meses e de 4 anos e 9 meses.”
Um dos reclusos, segundo adiantou Frederico Morais à SIC Notícias, já tinha “tentado fugir” de uma prisão de Ponta Delgada, nos Açores. “Foi transferido em regime semiaberto. Não houve cuidado. Hoje fugiu”, afirmou o dirigente sindical, acrescentando que o homem é açoriano “e não tem para onde fugir”.
Outro recluso era da região do Alentejo. “Tinha estado preso em Beja [antes de Alcoentre] e era recetor de tráfico de droga dentro de uma cadeia”, detalha Frederico Morais.
A DGRSP já comunicou às forças de segurança para “recapturar” os reclusos. Ao mesmo tempo, “internamente irá proceder-se a um processo de averiguações a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção coordenado por Magistrado do Ministério Público tendo em vista apurar as circunstâncias da ocorrência”.
De acordo com o Sindicato Nacional da Guarda Prisional, desde dia 27 de junho, que havia um “alerta” de tentativa de fuga na prisão de Alcoentre. “Não temos informação de qualquer alerta de fuga”, respondeu José Semedo Moreira, porta-voz da Direção-Geral De Reinserção e Serviços Prisionais, em declarações ao Observador. “Se estavam informados de que havia risco de fuga, que expliquem como deixaram sair”, disse ainda, confirmando a fuga.
Na manhã desta segunda-feira, segundo também avançou o Sindicato Nacional da Guarda Prisional, um intruso entrou no Estabelecimento Prisional de Alcoentre para arremessar telemóveis para dentro da cadeia.
Já de acordo com o que avançou a SIC Notícias, os dois reclusos fugiram por uma zona onde as câmaras de vigilância não estavam a funcionar no momento da fuga. Além disso, as torres de vigilância estariam desativadas por causa da falta de guarda prisionais.
Por sua vez, o Correio da Manhã adianta que um dos reclusos em fuga que já teria tentado fugir, cavando um buraco na cela.
A fuga do Estabelecimento Prisional de Alcoentre ocorreu dez meses depois da fuga da prisão de Vale de Judeus, que se localiza a três quilómetros da cadeia de Alcoentre.
2025.6.6 Madeleine McCann search in Portugal ends after three days

The fresh search for Madeleine McCann has ended after investigators spent three days in areas near to where the three-year-old disappeared 18 years ago in Portugal.
German investigators left the search area at about 17:15 local time before Portuguese counterparts then removed the outer cordon from the site.
Madeleine disappeared while on holiday with her parents in Praia da Luz on 3 May 2007, sparking a Europe-wide police investigation that has become one of the highest-profile missing persons cases.
It is unlikely authorities will disclose the result of the search for several weeks but a conversation the BBC had with one officer suggested nothing significant was found.
Police officers on Thursday were seen holding pitchforks as they combed land in the area on the outskirts of the municipality of Lagos and some used pick-axes and shovels to dig some of the undergrowth.
A digger was used to remove rubble from one of the abandoned structures at the search site.
Later in the day tents erected as part of the base area for investigators started to be taken down.
Personnel were seen loading vans parked near the police officers’ base area in Atalaia, and German and Portuguese officers were seen shaking hands and embracing as the search drew to a close.
Diggers and specialist equipment were brought in to help scour scrubland and abandoned buildings on Wednesday.
On the night Madeleine disappeared, her parents had been at dinner with friends at a restaurant a short walk away while their three-year-old daughter and her younger twin siblings were asleep in the ground-floor apartment.
Madeleine’s case was initially handled by the Portuguese authorities with the aid of the Metropolitan Police.
German police took the lead in 2020 when they identified German national Christian Brückner as their prime suspect, who is known to have spent time in the same part of Portugal between 2000 and 2017.
German authorities suspect him of murder. British police continue to treat the case as a missing persons investigation.
Brückner has repeatedly denied any involvement and no charges have been brought against him relating to Madeleine’s disappearance.
The 48-year-old is serving a prison sentence in Germany for an unrelated rape case and could be released as early as September.
Portuguese prosecutors approved a European warrant to allow German teams to conduct the searches on private land.
The search took place between where Madeleine vanished and where the German investigators’ prime suspect was staying at the time.
Last month, Kate and Gerry McCann marked the 18th year anniversary of their daughter’s disappearance, saying their “determination to leave no stone unturned is unwavering”.
However they would not comment during the “active police investigation”, staff at the Find Madeleine Campaign said.
2025.5.5 Suspeito de pornografia de menores começou a ser julgado à porta fechada em Aveiro
Homem de 34 anos acusado de dois crimes de pornografia de menores agravado e três crimes de coação agravada.
O Tribunal de Aveiro começou esta segunda-feira a julgar à porta fechada um homem, de 34 anos, suspeito de ter convencido pelo menos três raparigas menores a enviarem-lhe fotos em que se apresentavam nuas.
O arguido, residente em Ovar, está acusado de dois crimes de pornografia de menores agravado e três crimes de coação agravada.
O tribunal determinou que o julgamento se fizesse com exclusão de publicidade, “ficando proibida a assistência do público, apenas podendo assistir as pessoas que tiverem de intervir no julgamento”.
A acusação do Ministério Público (MP) refere que o arguido criou um perfil falso na rede social Facebook para fazer crer às vítimas que estavam a falar com um adolescente da sua idade.
De acordo com a investigação, em 2019, o arguido contactou pelo menos três raparigas de 15 e 16 anos, uma delas portadora de défice cognitivo, persuadindo-as a enviarem-lhe ficheiros de imagens de cariz sexual e pornográfico, em que se exibissem desnudadas, sob ameaça de divulgar fotos que dizia ter na sua posse.
Durante este período, o arguido terá ainda realizado, pelo menos, uma videochamada com uma das menores, na qual exigiu que esta se despisse, tendo a menor acedido, mostrando-se completamente nua.
O arguido foi detido em agosto de 2021, tendo sido encontrado na sua residência um telemóvel e um computador que continham diversas conversações de índole sexual mantidas com menores de idade do sexo feminino, bem como as imagens que lhe foram enviadas.
O MP diz que o arguido agiu com a intenção de satisfazer os seus mais básicos instintos libidinosos, adiantando que as menores, ao serem utilizadas daquela forma, “foram gravemente afetadas no livre desenvolvimento da sua personalidade”.
2025.5.5 Homem detido por abusar de enteada de 12 anos em São Pedro do Sul
Predador sexual foi denunciado pela companheira.
Um homem de 52 anos foi detido pela Polícia Judiciária por abusar sexualmente da enteada, atualmente com 12 anos, numa localidade do concelho de São Pedro do Sul.
A detenção foi efetuada pelo Departamento de Investigação criminal de Aveiro, na sequência de uma investigação que começou após denúncia da mãe da vítima e companheira do agressor sexual.
Segundo revelou esta segunda-feira a PJ, os abusos aconteceram na casa onde vivia a família, numa altura em que agressor e vítima se encontravam a sós.
O predador sexual foi presente a um juiz do tribunal de Viseu que lhe decretou a medida de coação mais gravosa. Vai aguardar desenvolvimento do processo e eventual julgamento em prisão preventiva.
2025.5.4 O passado ligado ao crime de Josué ‘Boxista’ que foi morto a tiro numa rixa no Porto
Jovem, de 24 anos, estava a ser julgado por tentar matar um jovem a tiro em Paredes.
Josué ‘Boxista’, de 24 anos, foi assassinado a tiro, pelas 05h00 deste domingo, durante uma rixa à porta de um bar na Rua Escura, centro do Porto. Segundo o que o CM conseguiu apurar, a vítima foi atingida com um tiro no peito, junto ao braço esquerdo.
Os companheiros ainda tentaram levar a vítima ao hospital, mas a viatura onde seguiam embateu num prédio em obras, perto da zona onde decorreu a rixa.
O jovem tinha um passado marcado pela violência e pelo crime. Atualmente, encontrava-se a ser julgado no Tribunal de Penafiel por tentar matar um jovem no bar Praxe, em Paredes. O crime ficou registado em vídeo, provas que ajudaram na acusação de Josué. Durante a tentativa de homicídio, ‘Boxista’ terá disparado quatro tiros, sendo que três atingiram a vítima. O julgamento tinha alegações agendadas para a próxima semana.
‘Boxista’ também estava a ser investigado por agressões a um agente da PSP no bar Swing, na Boavista.

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