Mozambique! 2026 Condenado a 20 anos de prisão homem que assassinou vizinha em Sofala após acusá-la de matar a sua esposa por feitiçaria, Oficial: Padre Novaes é o suspeito de matar bispo e tribunal legaliza sua prisão, Jovem morre soterrada numa mina artesanal de ouro em Alto Molócuè, Bispos Católicos condenam ataques terroristas contra igrejas em Cabo Delgado, Bispo de Quelimane foi assassinado com tiro no coração, Suspeitos do assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe são identificados, Coordenador Distrital do ANAMOLA morto a tiros em Chimoio, Jovem suspeito de assalto morre linchado por populares em Ancuabe, Membro da PRM assassinado dentro de viatura na Matola, Estimulantes sexuais estão a provocar AVC em Nampula, Adolescentes e jovens sobrevivem graças aos escombros do mercado 25 de Junho em Nampula, Governo insiste no diálogo para travar onda de xenofobia na RSA, Cinq migrants mozambicains tués dans des violences xénophobes, South Africa ‘xenophobic attacks’ reportedly kill 5 Mozambicans, Mozambique says 5 citizens killed in ‘xenophobic attacks’ in South Africa, Ataques Terroristas: oito pessoas raptadas em Mocímboa da Praia, Polícia da República de Moçambique desmantela rede de falsificação em Maputo, Pelo menos 13 detidos fugiram de cadeia policial em Moçambique, Três supostos terroristas abatidos por militares moçambicanos em Macomia, Quatro condenados por matarem polícia durante protestos em Moçambique, Cabo Delgado: Troca de sexo por nota leva UniRovuma a expulsar dois docentes sete demitidos e um despromovido, Padrasto tira a vida a menor de seis anos em crime brutal em Mandlakazi, A juíza da 5ª Secção do Tribunal Judicial de Sofala considerou que as contradições entre as testemunhas e a ausência de provas sólidas impedem a condenação do arguido, Tribunal ordena captura de Jota Pachoneia, Pemba: Mulher perde olho após agressão brutal do ex-namorado, Morreram mais 3 garimpeiros em mina de Moçambique. “Trabalham sem regras”, Moçambique apreende carvão vegetal de exploração ilegal

2026.6.12 Oficial: Padre Novaes é o suspeito de matar bispo e tribunal legaliza sua prisão
Maputo — O Padre Adelino Novais Amado, sacerdote da Diocese de Quelimane, Zambézia, tornou-se o principal suspeito no processo que investiga a morte do Bispo Dom Osório Afonso Citora. A prisão do religioso já foi legalizada pelas autoridades, que continuam a reunir provas para esclarecer o ocorrido, soube o Jornal Destaque.
O suspeito, de 39 anos, nasceu em Quelimane e foi ordenado sacerdote em Novembro de 2017.
A sua trajectória dentro da Igreja Católica local incluiu funções de responsabilidade, tendo exercido o cargo de Chanceler da Diocese, onde era responsável pela gestão documental e administrativa da instituição, além de ter prestado serviço como vigário na Paróquia Sagrada Família.
Para além das suas actividades no clero, o padre também mantinha uma vertente académica, sendo docente da disciplina de Ética na Universidade Católica de Moçambique.

2026.6.11 Adolescentes e jovens sobrevivem graças aos escombros do mercado 25 de Junho em Nampula.
Vários dolescentes e jovens da cidade de Nampula têm sobrevivido, nos últimos dias, graças aos escombros do mercado 25 de Junho, localizado no bairro de Mutauanha e demolido pelo Conselho Municipal. No local, eles recolhem ferro e pedras que, após serem vendidos, ajudam a suprir algumas necessidades suas e das suas famílias.
Com a venda do material, aqueles adolescentes e jovens ouvidos pelo Jornal Rigor afirmaram que ganham valores que variam entre 50 e 3.000 meticais, os quais os ajudam a contribuir para o sustento diário das suas famílias.
Jeremias Agostinho, adolescente, contou que naqueles escombros procura por ferro por, segundo ele, ter mais valor comercial. Acompanhado de amigos, ele partilhou que o material é vendido nos estabelecimentos de ferro-velho, onde ganha 10 MT por kg.
Na mesma situação está Suale José, que disse “explorar” aqueles escombros há três meses. Ele retira varões e pedras para vender. “Estou aqui há três meses a tirar pedras da montanha e varões para vender. Consigo alguma coisa”, disse.
Para Ramalho Silvano, a demolição do mercado trouxe uma grande oportunidade para quem vive do comércio de sucata. “Estamos a aproveitar os varões e os blocos. Já fiz 3.000 meticais com este trabalho”, afirmou.
Recorde-se que o Conselho Municipal da Cidade de Nampula decidiu pela demolição das bancas daquele mercado com o objectivo de erguer uma nova infra-estrutura com vista a acolher comerciantes informais. x1200

2026.6.10 Condenado a 20 anos de prisão homem que assassinou vizinha em Sofala após acusá-la de matar a sua esposa por feitiçaria
Réu desferiu golpes de faca contra a vítima em Nhamatanda e arrastou o corpo para uma linha férrea com o objectivo de simular um atropelamento por comboio
O Tribunal Judicial do Distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, condenou a uma pena de 20 anos de prisão maior um homem de 42 anos de idade, identificado como Pita Nhamitambo. O réu foi considerado culpado pelo homicídio qualificado de uma vizinha, a quem acusava de práticas de feitiçaria e responsabilizava pela morte da sua própria esposa.
Segundo consta da sentença, o crime teria acontecido no passado dia 8 de Outubro do ano passado, no distrito de Nhamatanda. O arguido por meio de uma faca, tirou a vida da sua vizinha e de seguida arrastou o corpo até à linha férrea com objectivo de ocultar o crime e fazer crer que a mulher foi trucidada por um comboio.
As investigações do SERNIC chegaram ao réu condenado, que vivia em constantes desavenças com a finada e a acusava de ser feiticeira, meio pelo qual segundo ele tirou a vida da sua esposa.
A Miramar sabe que no interrogatório ocorrido no posto policial de Lamego, e que foi gravado em vídeo pela agente do SERNIC, o homem confessou o crime. O mesmo vídeo foi exibido na sessão de discussão e produção de provas onde o homem negou categoricamente a autoria do crime.
Diante das provas produzidas, o Juiz da causa não hesitou e aplicou ao arguido uma pena de 20 anos de prisão e o pagamento de uma indemnização correspondente a 200 mil meticais à família da vítima.

2026.6.9 Jovem morre soterrada numa mina artesanal de ouro em Alto Molócuè
Uma jovem de 22 anos de idade perdeu a vida e outra contraiu ferimentos graves na sequência do desabamento, ontem, de uma mina artesanal de exploração de ouro, na localidade de Muthala, distrito de Alto Molócuè, província da Zambézia.
O incidente foi confirmado, hoje, ao “Notícias Online”, pelo chefe da localidade, Júlio Companhia. A fonte referiu que a segunda vítima é uma mulher de 32 anos, resgatada com vida e encaminhada ao centro de saúde local, onde recebeu assistência médica, actualmente fora de perigo.
Júlio Companhia manifestou preocupação com o crescente envolvimento da população na actividade mineira artesanal, referindo que a descoberta de ouro na região tem levado muitos residentes a abandonarem as produção agrícola para se dedicarem à extração mineral.
De acordo com a mesma fonte, homens e mulheres da comunidade participam diariamente na exploração do minério, sendo que mais de uma centena de pessoas frequenta a mina todos os dias.

2026.6.9 Governo insiste no diálogo para travar onda de xenofobia na RSA
A onda de xenofobia que já causou pelo menos a morte de nove moçambicanos na vizinha África do Sul foi um dos temas abordados durante o encontro do Conselho de Ministros havido nesta terça-feira.
No encontro, o Governo moçambicano reafirmou, que continuará a privilegiar a via diplomática com a África do Sul para enfrentar a crescente onda de manifestações e actos de hostilidade contra imigrantes, rejeitando qualquer possibilidade de medidas de retaliação.
Falando à imprensa, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, sublinhou que a estratégia adoptada por Moçambique assenta em três pilares: proteger, assistir e integrar os cidadãos moçambicanos afectados pela actual situação na África do Sul.
“O espírito do Governo de Moçambique é um espírito de diálogo, de fraternidade e de solidariedade. Nós não vamos trazer intervenções de retaliação”, afirmou o ministro.
O porta-voz explicou ainda a existe de uma coordenação permanente entre as autoridades moçambicanas e sul-africanas para encontrar soluções que permitam travar os episódios de xenofobia e garantir a segurança dos cidadãos estrangeiros residentes na África do Sul.
O governante revelou ainda o envolvimento directo do Presidente da República, Daniel Chapo, nas diligências diplomáticas em curso, visando o reforço da cooperação bilateral sobre a matéria.
Sobre os mais de 700 cidadãos moçambicanos já regressados ao país, o ministro avançou que o Governo está agora a trabalhar na sua reintegração social e económica, procurando aproveitar as competências profissionais adquiridas durante a permanência naquele país.
“São jovens que têm competências, habilidades e conhecimentos. Vamos aproveitar esse conhecimento para facilitar a sua integração”, explicou.
Na ocasião, Ussene Isse apelou aos moçambicanos que pretendem emigrar para a África do Sul para que o façam através dos mecanismos legais, considerando que a situação migratória irregular aumenta a vulnerabilidade dos cidadãos.

2026.6.9 Mais de 700 moçambicanos regressam ao país após actos de xenofobia na África do Sul
Gabinete de Informação confirma o repatriamento de dezenas de famílias e articula a trasladação de seis corpos a partir da província do Cabo Ocidental
Pouco mais de 700 cidadãos moçambicanos já foram repatriados para o território nacional na sequência da vaga de violência xenófoba que fustiga a província do Cabo Ocidental, na África do Sul. Os ataques registaram-se com maior intensidade nas regiões de Mossel Bay e Hermanus, motivando uma intervenção de emergência do Governo de Moçambique.
Nas últimas 24 horas, as autoridades moçambicanas garantiram o regresso de 169 cidadãos, entre os quais se encontram 16 menores de idade. Este grupo estava acolhido em centros temporários de assistência logística e humanitária criados após a deterioração das condições de segurança na África do Sul, situação que se arrasta há pouco mais de uma semana.
A par do repatriamento dos sobreviventes, decorrem diligências oficiais para viabilizar a trasladação dos corpos de seis cidadãos moçambicanos que perderam a vida durante as agressões registadas em Mossel Bay. Os procedimentos logísticos e legais decorrem em coordenação directa com as famílias das vítimas e com as autoridades sul-africanas competentes.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reiterou publicamente o compromisso do seu executivo no combate à violência, criminalidade e intimidação direccionadas a cidadãos estrangeiros. O estadista anunciou, de igual modo, a introdução de medidas mais severas de controlo migratório, fiscalização e gestão das linhas fronteiriças para conter a instabilidade.
As missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul mantêm-se no terreno a monitorizar a evolução da ordem pública. O corpo diplomático assegura a continuidade da prestação de assistência jurídica e protecção consular aos cidadãos afectados pelos incidentes.

Demonstrators hold a South African flag as they march during a protest against undocumented migrants in Cape Town, South Africa on May 23, 2026
2026.6.2 Mozambique says 5 citizens killed in ‘xenophobic attacks’ in South Africa
The violence prompted 300 Mozambicans to return home by their own means over the weekend, with more than 500 still in the country now beginning the official repatriation process.
At least five Mozambican nationals have been killed in “xenophobic attacks” in South Africa over the weekend, the Mozambican government said, marking the first deaths officially linked to country-wide protests against undocumented immigration.
About 800 Mozambicans got caught up in violence that broke out in the southern coastal city of Mossel Bay on Friday, the government press office said in a statement received on Tuesday.
“Regrettably, seven Mozambican citizens have died, five of them as a direct consequence of the xenophobic attacks and the other two as a result of a road accident, when they were travelling in a private vehicle on their way back to Mozambique,” the statement said.
The violence prompted 300 Mozambicans to return home on Saturday, said the statement.
“The remaining just over 500 have since been sheltered in a safe location in the Western Cape Province, and as of today, 1 June, the process of their repatriation to Mozambique is already underway,” it said.
South African police said on Sunday they were investigating the deaths of two men at an informal settlement in Mossel Bay, a port town about 380km (236 miles) east of Cape Town, where xenophobic attacks had been reported.
They did not say whether the deaths were linked to the protests. It was also not immediately clear what nationalities the two men were.
But the area mayor, Dirk Kotze, voiced “deep concern and dismay at the current xenophobic attacks where people have been murdered, houses burned and families displaced”.
The region has seen anti-migrant protests similar to those reported in the financial capital Johannesburg, Durban and parts of the Eastern Cape province in recent weeks.
South Africa has faced recurring waves of xenophobic violence since 2008, when dozens of migrants were killed and thousands displaced in attacks across the country. Similar flare-ups occurred in 2015 and 2021.
The latest spike in anti-immigrant tensions comes as political parties seek support before local government elections in November.
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A woman reacts as Ghanaian nationals are evacuated from South Africa following xenophobia attacks wait at Accra International Airport in Accra, Ghana, May 27, 2026.
2026.6.2 South Africa ‘xenophobic attacks’ reportedly kill 5 Mozambicans
Mozambique said Tuesday that five of its citizens were killed in “xenophobic attacks” in South Africa over the weekend and efforts were underway to repatriate hundreds more.
The South African police, however, only confirmed two Mozambicans had died in violence in the southern coastal town of Mossel Bay, the first killings to be officially linked to a new wave of anti-migrant protests sweeping the country.
A South African teenager was also killed, police said, with reports that dozens of shacks were torched, some while people were still in them.
Protests against undocumented foreign nationals have been mounting in South Africa in recent weeks, leading Ghana to evacuate around 300 of its citizens last week, with Nigeria also announcing repatriations.
The Mozambique government’s media office said in a statement late Monday that seven Mozambican citizens died after violence broke out Friday in Mossel Bay, about 380 kilometers (235 miles) east of Cape Town.
Five deaths were “a direct consequence of the xenophobic attacks and the other two as a result of a road accident, when they were traveling in a private vehicle on their way back to Mozambique,” it said.
But the South African police told AFP that only two Mozambique nationals, aged 27 and 43, were killed in an informal settlement attached to Mossel Bay, both from multiple injuries from assault.
In the early hours of Sunday, police in the same area found the body of an 18-year-old South African who had been stabbed to death in unclear circumstances, they said.
Mossel Bay mayor, Dirk Kotze, at the weekend voiced “deep concern and dismay at the current xenophobic attacks where people have been murdered, houses burned and families displaced.”
‘We are not safe’
As the continent’s most industrialized economy, South Africa has long been a destination for both legal and undocumented African workers, who are accused by some fringe groups of crime and taking jobs from locals.
The national broadcaster SABC said tensions in Mossel Bay erupted over allegations that undocumented migrants were being employed by construction companies.
Around 55 shacks were torched, local media reported.
“We were still inside when people started burning down our house,” Mozambican national Dolinda Mabunda was quoted as saying by the Mossel Bay Advertiser.
“I just took what I could and I ran,” she said.
“I will go back (home) because we are not safe,” a migrant named Silvino Chauque told the national broadcaster SABC, saying he had lost all his possessions in the unrest.
The Mozambique government said 300 Mozambican nationals had returned home Saturday.
“The remaining just over 500 have since been sheltered in a safe location in the Western Cape Province, and as of … June 1, the process of their repatriation to Mozambique is already underway,” it said.
June 30 ‘order’
After one citizen-led organization demanded that undocumented foreign nationals exit South Africa by June 30, there have been reports of vigilante groups checking the documentation of foreign nationals and forcing small businesses run by non-South Africans to close.
The action has no official backing and has been criticized by the authorities.
Last month, several hundred foreign nationals from countries including the Democratic Republic of Congo, Rwanda and Somalia sought protection in the eastern port city of Durban, saying locals were going door-to-door to tell them to leave by the end of the month.
Several countries, including Kenya, Malawi, Lesotho and Zimbabwe, have meanwhile urged their citizens in South Africa to exercise caution.
South Africa has experienced repeated waves of xenophobic violence over the past decades. The latest spike comes as political parties seek support ahead of local government elections in November.
In 2008, 62 people – including 21 South Africans – were killed in anti-immigrant riots that also displaced thousands. Further outbreaks followed in 2015 and 2016.x1200
Des agents des services de police sud-africains bloquent l’accès à un bâtiment à un groupe de personnes, dont beaucoup sont armées de bâtons et de gourdins, lors d’une manifestation contre les immigrants clandestins.
2026.6.2 Cinq migrants mozambicains tués dans des violences xénophobes
Le pays est confronté depuis plusieurs semaines à des manifestations appelant au départ des migrants.
Cinq Mozambicains ont été tués, victimes de violences xénophobes en Afrique du Sud au cours du weekend, a indiqué le gouvernement de Maputo, premier gouvernement étranger à faire état de décès liés à la vague de manifestations et d’actions coup de poing antimigrants. Environ 800 Mozambicains ont été pris à partie dans des violences qui ont éclaté dans la ville portuaire de Mossel Bay (sud) vendredi, selon son communiqué diffusé lundi soir, qui précise que «sept Mozambicains sont morts, dont cinq des conséquences directes des agressions xénophobes et deux des suites d’un accident de la route alors qu’ils regagnaient le Mozambique en voiture».
La situation a poussé 300 Mozambicains à rentrer par leurs propres moyens samedi, précise le communiqué, et «les plus de 500 restants ont trouvé refuge depuis en lieu sûr dans la province du Cap occidental, et leur rapatriement a déjà débuté».
Dimanche, la police sud-africaine a indiqué enquêter sur le décès de deux hommes dans un bidonville de Mossel Bay, ville située à environ 400 kilomètres à l’est du Cap, où des violences xénophobes ont été rapportées. La police sud-africaine n’avait cependant pas fait le lien entre ces violences et ces morts ni clarifié la nationalité des deux victimes.
Le maire Dirk Kotze avait en revanche exprimé «sa vive inquiétude et sa consternation face aux violences xénophobes qui ont conduit aux meurtres de personnes, à des maisons incendiées et des familles déplacées». La région a été le théâtre de manifestations antimigrants similaires à des rassemblements observés ces dernières semaines. À Johannesburg, Durban et dans la province du Cap oriental, à l’approche des élections locales de novembre.
L’Afrique du Sud, l’économie la plus industrialisée du continent, est depuis longtemps une destination pour les travailleurs africains, en situation régulière ou non, malgré un chômage local très élevé et la pauvreté qui touche la population.
Le pays compte environ trois millions d’immigrés en situation régulière (5,1% de la population), selon les statistiques officielles. Près de deux tiers sont issus de pays d’Afrique australe en crise économique (Zimbabwe, Malawi…) ou de la République démocratique du Congo. Certains viennent aussi d’Afrique de l’Ouest et la semaine dernière, le Ghana a affrété un premier vol de rapatriement pour quelque 300 de ses ressortissants évacués d’Afrique du Sud face aux tensions.x1200

2026.6.8 Membro da PRM assassinado dentro de viatura na Matola
Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi baleado mortalmente na madrugada de sábado, enquanto se encontrava dentro da sua viatura, na cidade da Matola, ao longo da Avenida 4 de Outubro, perto do Estádio da Independência, anteriormente conhecido como Estádio da Machava.
O incidente ocorreu nas primeiras horas do dia 6 de Outubro, no bairro Acordos de Lusaka. De acordo com testemunhas, antes dos disparos que levaram à morte do agente, houve uma breve discussão entre a vítima e indivíduos ainda não identificados.
Vários transeuntes que chegarem ao local antes da remoção do corpo relataram que a vítima foi surpreendida e neutralizada pelos seus agressores.
Até o momento, o Comando Provincial da PRM não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.

2026.6.6 Bispo de Quelimane foi assassinado com tiro no coração
Osório Afonso, bispo de Quelimane, foi alvejado na “parte do peito, no coração, provavelmente uma bala”, diz polícia de investigação criminal de Moçambique. Foi morto na sua casa durante a madrugada.
A polícia de investigação criminal de Moçambique indicou que o bispo de Quelimane, Osório Afonso, foi assassinado com um tiro no coração por indivíduos até aqui não identificados, estando as autoridades a investigar o caso.
Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na Zambézia, Maximino Amílcar, disse que o bispo foi morto na madrugada deste sábado na sua residência, na província da Zambézia (centro de Moçambique), com uma arma do tipo AK-M por indivíduos que teriam escalado o muro da sua residência, tendo vandalizado a segurança elétrica e disparado contra o bispo.
O responsável disse que Osório foi alvejado na “parte do peito, no coração, provavelmente uma bala”, remetendo detalhes para outro momento, quando as autoridades investigam o crime.
O Sernic adiantou que não há, ainda, detidos.
“Estamos aqui perante um homicídio agravado como é do vosso domínio, do domínio público e por enquanto não vamos avançar detalhes porque estamos a trabalhar, como sabem que o serviço criminal é para investigar e não é fácil de madrugada para estas alturas trazer estes detalhes deste homicídio agravado”, disse Maximino Amílcar.
O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu neste sábado, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM).
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação pela morte do bispo Osório Citora Afonso, ocorrida na madrugada de hoje, no Paço Episcopal, na residência oficial do bispo da Igreja Católica de Quelimane.
Na sua mensagem, o chefe de Estado refere que a morte do bispo Osório constitui uma perda irreparável para a sociedade moçambicana, em geral, e para a comunidade cristã, em particular, ressaltando o facto de ter-se destacado, em vida, pelo culto da humildade, dedicação pastoral e pregação dos valores da paz e reconciliação.
Antes, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia tinha dito à Lusa que estava a investigar as causas da morte, remetendo esclarecimentos para mais tarde. “Houve morte, sim, confirmo, mas ainda não temos as causas e a polícia está no terreno a investigar, por isso não posso adiantar agora qualquer causa, porque os colegas estão a avançar com a perícia”, disse a porta-voz da polícia na Zambézia, Belarmina Muija.
O político moçambicano Venâncio Mondlane lamentou a morte do bispo de Quelimane, repudiando o “brutal assassinato” de Osório Afonso.
“A trágica perda de uma voz tão relevante para a igreja Católica e para a sociedade moçambicana constitui um golpe doloroso contra os valores da paz, da reconciliação e do diálogo no nosso país”, escreveu Mondlane nas suas redes sociais.
Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane em 25 de julho de 2025, tendo, em abril deste ano, sido nomeado, pelo Papa Leão XIV, Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.

2026.6.2 Estimulantes sexuais estão a provocar AVC em Nampula
O uso de estimulantes sexuais sem orientação médica está a contribuir diretamente para o aumento de casos de Acidente Vascular Cerebral em Nampula. O Hospital Central de Nampula registou 223 casos e 28 óbitos de janeiro a maio deste ano.
Os dados revelam uma tendência crescente e alarmante da patologia na província de Nampula, onde, em termos comparativos, no mesmo período de 2025 e 2024, aquela unidade sanitária de referência na região norte havia registado 214 casos com 23 mortes e 184 casos com 14 óbitos, respectivamente. Estes dados revelam que, para além do aumento progressivo no número de pacientes que dão entrada no hospital com AVC, a taxa de letalidade associada à patologia teve uma subida acentuada nos últimos anos.
Segundo o especialista em neurologia Frederico Sebastião, entre os principais factores associados ao aumento de casos estão: hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, obesidade, consumo excessivo de álcool, tabagismo e estimulantes sexuais sem acompanhamento médico.
Sebastião alerta que o uso de estimulantes sexuais deve ser feito mediante uma indicação clínica e prescrição médica, pois a automedicação pode aumentar o risco de complicações graves.
“O estimulante sexual em uma pessoa que tem problemas de coração, hipertensão, diabetes, HIV, entre outros, não é benéfico. Além de estimular o apetite sexual, ele dá complicações cardíacas que podem levar ao AVC. Dá complicações vasculares que levam à ruptura de vasos e provocam AVC hemorrágico. Isso quer dizer que tomar ‘azulinhos’ sem antes fazer um check-up está abrindo caminho para ter problemas cardíacos e ter problemas cerebrais, secundários à lesão vascular”, esclareceu.
O especialista alertou ainda para outro factor de risco de AVC nos jovens, como o uso de “anabolizantes” entre os frequentadores de ginásio com o objetivo de ganhar massa muscular.
Também o uso excessivo de energéticos, ricos em cafeína e taurina, representa um risco, sobretudo quando consumidos de forma frequente para combater o cansaço. Eles podem contribuir para o agravamento de problemas cardiovasculares e aumentar a probabilidade de ocorrência de AVC.
“Os anabolizantes interferem no metabolismo do nosso organismo, com diferentes maneiras de actuar. O que vai resultar? O consumo crónico vai aumentar a hipertensão arterial. Segundo, ele vai aumentar o colesterol daquele indivíduo. E esses dois factores estão associados ao AVC. E não menos importante, outro estimulante frequente que se usa é o energético. Estou a falar de energéticos que têm cafeína e taurina. Não vou falar nomes, mas conhecemos os energéticos”, sublinhou.
Contudo, Sebastião apelou a que, em casos de suspeita de AVC, deve haver rapidez em procurar uma unidade sanitária, evitando atrasos ou tentativas de intervenção domiciliária, que podem levar a mortes.
“Muitos doentes chegam tardiamente ao hospital, já com complicações graves, o que dificulta o tratamento. Em algumas situações, familiares tentam oferecer alimentos ou líquidos durante os episódios. Devem perceber que isso pode causar infecções respiratórias”, concluiu.

2026.5.26 Jovem suspeito de assalto morre linchado por populares em Ancuabe
Um jovem, cuja identidade ainda não foi revelada, perde a vida após ser linchado por populares no distrito de Ancuabe, na província de Cabo Delgado.
O incidente ocorreu após o jovem ser acusado de integrar uma quadrilha envolvida num assalto violento a um comerciante local.
De acordo com informações de fontes policiais, o suspeito foi retirado das mãos da Polícia da República de Moçambique (PRM) enquanto era conduzido para a subunidade policial local. A indignação da população, motivada pela crescente onda de criminalidade na região, levou os habitantes a intervir, aproveitando-se da escassa presença policial.
Eugénia Nhamussua, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Cabo Delgado, revelou que o indivíduo era apontado como integrante de um grupo de cinco homens encapuzados, armados com instrumentos contundentes, que invadiu a residência de um comerciante na noite de 14 de Maio. Durante o assalto, os criminosos agrediram a vítima e, sob ameaça, subtraíram quatro telemóveis e 13 mil meticais em dinheiro, causando um prejuízo estimado de 19 mil meticais.
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As investigações do caso foram avançadas quando, dois dias após o assalto, o comerciante encontrou um telemóvel da marca Oppo nas imediações da sua residência. Através deste aparelho, que suspeitava pertencer a um dos assaltantes, o comerciante simulou uma transferência monetária por via de conta móvel, levando à identificação do utilizador do dispositivo.
Com as informações obtidas, populares localizaram o suspeito e accionaram a polícia. Durante o interrogatório preliminar, o jovem confessou a sua participação no crime, revelando ter actuado em conjunto com cinco comparsas que permanecem em fuga.

2026.5.14 Bispos Católicos condenam ataques terroristas contra igrejas em Cabo Delgado
Os Bispos Católicos de Moçambique condenam os recentes ataques terroristas que resultaram na profanação, destruição e atentados contra igrejas cristãs e símbolos religiosos na província de Cabo Delgado.
Em comunicado os Bispos referem que tais actos ferem não apenas os crentes, mas também a consciência moral de toda a nação e os valores ancestrais do povo moçambicano.
No mesmo documento os religiosos condenam todas as formas de extremismo violento e de manipulação das populações, especialmente jovens, adolescentes e crianças para quaisquer fins que sejam.

2026.5.11 Coordenador Distrital do ANAMOLA morto a tiros em Chimoio
A Polícia da República de Moçambique (PRM) convocou a imprensa este domingo para informar sobre as investigações em curso destinadas a neutralizar os indivíduos responsáveis pelo homicídio de Anselmo Abílio Vicente, coordenador distrital do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo (ANAMOLA). O crime ocorreu na noite de sábado (09), em Chimoio, na província de Manica.
Anselmo Vicente, de 38 anos, foi atingido por disparos na Estrada Nacional Número Seis (EN6), enquanto se encontrava a caminhar com um amigo, após participar de uma reunião política do seu partido, onde se procedeu à eleição do delegado político do bairro de Soalpo.
Mouzinho Manasse, chefe do departamento das Relações Públicas do comando provincial da PRM em Manica, declarou: “Recebemos este caso e as investigações começaram assim que tomámos conhecimento do incidente. Foram colectados alguns vestígios no local do crime e acreditamos que o caso será esclarecido”.
Segundo Manasse, os assaltantes, que se faziam transportar numa viatura de marca Isuzu, de cabine dupla e cor vermelha, dispararam em direcção a Anselmo Vicente. Este foi imediatamente socorrido e levado ao Hospital Provincial de Chimoio, onde, cerca de uma hora depois, foi declarado óbito.
O responsável policial acrescentou: “Segundo as informações que obtivemos do hospital, ele foi declarado sem vida nos cuidados intensivos. Sofreu um tiro no abdómen e não resistiu aos ferimentos.”
Foi aberto um processo-crime contra desconhecidos e o mesmo já foi encaminhado ao Ministério Público para o seguimento das investigações. Apesar do ocorrido, a situação em Chimoio permanece tranquila, embora o incidente tenha chocado os habitantes da cidade.
A PRM faz um apelo à população para manter a calma e colabora na identificação e responsabilização penal dos envolvidos na morte do coordenador distrital do ANAMOLA em Chimoio.

2026.4.23 Suspeitos do assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe são identificados
O Ministério Público anunciou esta manhã a identificação de três suspeitos relacionados com o assassinato dos cidadãos Elvino Dias e Paulo Guambe.
A revelação foi feita pelo Procurador-Geral da República durante uma sessão de perguntas de insistência no Parlamento, no âmbito do Informe sobre o Estado da Justiça e da Legalidade, referente ao ano de 2025.
Este caso, que tem gerado grande apreensão entre a população, está a ser alvo de investigação rigorosa por parte das autoridades competentes. O Procurador-Geral não revelou a identidade dos suspeitos, mas garantiu que as acções necessárias estão a ser tomadas para que a verdade seja apurada e a justiça, seja feita.
A sociedade moçambicana aguarda com expectativa o desenrolar deste processo, que poderá trazer respostas e esclarecimentos sobre as circunstâncias que envolvem a morte dos dois cidadãos.

2026.2.23 Ataques Terroristas: oito pessoas raptadas em Mocímboa da Praia
Oito pessoas, incluindo dois pescadores, foram raptadas na sexta-feira (20), supostamente por um grupo de terroristas que, desde quinta-feira, circulava nas imediações das pequenas comunidades de Kitope e Anga, no distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.
No entanto, suspeita-se que as vítimas, todas do sexo masculino, tenham sido recrutadas pelos terroristas para ajudarem a retirar uma embarcação que se encontrava encalhada ao longo da costa, por um lado, ou para ajudar a carregar seus produtos, por outro lado.
Fontes locais disseram à “Carta” que, desde a aproximação do mês de jejum para os crentes da religião muçulmana, os terroristas têm intensificado os seus movimentos pelas ilhas de Mocímboa da Praia, dando como exemplo a sua presença recente na ilha Nhonge e na região de Makulo para aquisição de alimentos. Há duas semanas, um grupo de terroristas deslocou-se à aldeia de Anga à procura de alimentos, tendo obrigado a população a vender-lhes produtos alimentares.
Aliás, é pelo suposto bom comportamento dos insurgentes que as fontes acreditam que as vítimas poderão ser libertadas pelo grupo, visto que, nos últimos tempos, os terroristas não têm protagonizado actos de violência contra civis.
Refira-se que fora das incursões reportadas, que alegadamente não se traduzem em actos de violência, os residentes da vila de Mocímboa da Praia descrevem que a vida decorre com uma relativa normalmente, apesar de a autarquia ainda enfrentar desafios na prestação de serviços e de infra-estruturas em condições.

2026.2.20 Tribunal ordena captura de Jota Pachoneia
O silêncio que marcou as primeiras horas após a recolha do activista social Joaquim “Jota” Pachoneia começou a dissipar-se. O porta-voz do Tribunal Judicial da Província de Nampula, Victor Vilanculos, confirmou que o defensor dos direitos humanos foi detido por ordem judicial.
De acordo com o responsável, a ordem de detenção foi emitida pelo Tribunal Judicial Distrital de Mossuril, na sequência de um pedido apresentado pela Procuradoria. Em causa estará a não comparência de Pachoneia em audiências judiciais para as quais havia sido regularmente notificado.
Segundo explicou Vilanculos, a detenção visa assegurar a chamada “audição sob custódia”, um mecanismo legal utilizado quando o arguido não comparece voluntariamente perante o tribunal, permitindo às autoridades garantir a sua presença para prestar declarações.
A confirmação surge depois de horas de incerteza e especulação, alimentadas pela falta de informação imediata sobre o paradeiro do activista, que foi interpelado pela polícia na via pública, na Avenida Eduardo Mondlane, na cidade de Nampula.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre as diligências subsequentes nem sobre a eventual aplicação de medidas de coação. O caso continua a gerar forte atenção pública e NGANI acompanha os desenvolvimentos e trará novas informações à medida que forem oficialmente confirmadas.

2026.2.20 Polícia da República de Moçambique desmantela rede de falsificação em Maputo
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a desarticulação de uma rede de falsificação de livretes de automóveis, composta por três indivíduos, na cidade de Maputo.
A operação resultou na apreensão de 291 documentos, que incluíam títulos de propriedade, cadernetas de transporte rodoviário, carimbos e selos de várias instituições do sector dos transportes.
Segundo a PRM, o grupo era responsável pela emissão de documentação em menos de 48 horas para veículos de origem duvidosa, com ênfase em automóveis ligeiros e semi-colectivos de passageiros. Os preços de venda dos documentos fraudulentos variavam entre 2.500 e 5.000 meticais.
Um dos acusados, com 52 anos, foi detido na zona do Zimpeto enquanto tentava entregar um livrete a um agente da polícia disfarçado de cliente. Em declarações, o suspeito revelou que exercia esta actividade há aproximadamente três meses. O alegado líder da rede afirmou que obtinha os materiais junto de um cidadão sul-africano e contava com um cúmplice encarregado da angariação de clientes.
Marta Pereira, porta-voz da PRM em Maputo, declarou que os detidos forneciam documentação a indivíduos que possuíam automóveis roubados ou de origem ilícita. A PRM confirmou que as investigações continuam, visando responsabilizar todos os implicados na operação.

2026.2.19 Pelo menos 13 detidos fugiram de cadeia policial em Moçambique
Pelo menos 13 pessoas que estavam detidas evadiram-se da cadeia do comando distrital da polícia em Mossuril, província moçambicana de Nampula, na madrugada de quarta-feira, em circunstâncias por esclarecer, disse hoje fonte oficial.
Pelo menos 13 pessoas que estavam detidas evadiram-se da cadeia do comando distrital da polícia em Mossuril, província moçambicana de Nampula, na madrugada de quarta-feira, em circunstâncias por esclarecer, disse hoje fonte oficial.
“Confirmamos o caso. Trata-se de 13 reclusos que, na madrugada de ontem [quarta-feira], se evadiram das celas do comando distrital”, disse à Lusa o chefe de relações públicas do comando provincial de Nampula da Polícia da República de Moçambique (PRM), Dércio Samuel.
De acordo com o porta-voz, a fuga foi detetada nas primeiras horas do dia, quando os efetivos de serviço se aperceberam da ausência dos detidos, tendo sido desencadeadas diligências para localizar e recapturar os fugitivos.
“O comando distrital está a trabalhar com vista a apurar como tudo teria acontecido. Neste momento, equipas especializadas já estão envolvidas na investigação do caso. A prioridade é esclarecer os contornos da fuga e responsabilizar eventuais envolvidos”, disse ainda.
Nesta fase, acrescentou Dércio Samuel, a polícia não pode avançar pormenores sobre as identidades dos reclusos ou os crimes pelos quais estavam detidos.
“Não podemos avançar mais detalhes sem que a equipa destinada traga informações detalhadas”, declarou, pedindo à população local para manter a calma e comunicar às autoridades qualquer informação que possa contribuir para a localização dos evadidos.

2026.2.19 Três supostos terroristas abatidos por militares moçambicanos em Macomia
Pelo menos três supostos terroristas foram abatidos e vários outros ficaram feridos após confrontos com as Forças de Defesa e Seguraça moçambicanas no posto administrativo de Quiterajo, Macomia, província de Cabo Delgado, disseram hoje à Lusa fontes militares.
“Dos confrontos nas matas de Quiterajo resultaram três terroristas mortos e outros ficaram feridos”, disse uma fonte militar a partir de Macomia, avançando que o ataque aconteceu na semana passada, naquela zona do centro da província de Cabo Delgado.
Estes confrontos aconteceram após uma rusga das forças moçambicanas numa zona remota, a cerca de 70 quilómetros da vila de Macomia, numa tentativa de desalojar terroristas que circulam entre as naquelas matas.
“É uma ofensiva que tem mesmo o objetivo de desalojar rebeldes nas matas de Quiterajo e Mucojo, para trazer sossego nas comunidades”, disse a fonte.
A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
A organização ACLED estima que a província moçambicana de Cabo Delgado tenha registado oito eventos violentos em duas semanas, entre janeiro e fevereiro, metade envolvendo extremistas do Estado Islâmico, provocando pelo menos 17 mortos, elevando para 6.449 os óbitos desde 2017.
De acordo com o último relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), com dados de 26 de janeiro a 08 de fevereiro, noticiado anteriormente pela Lusa, dos 2.320 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.152 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
Estes ataques provocaram em oito anos e meio 6.449 mortos, refere no novo balanço, incluindo as 17 vítimas reportadas neste período de duas semanas.
No relatório refere-se que neste período o Estado Islâmico de Moçambique (EIM) “entrou em confronto com as forças moçambicanas nos distritos de Mocímboa da Praia e Macomia”.
“No dia 30 de janeiro, uma patrulha naval confrontou-se com o EIM na ilha de Muissune, a mais de 20 quilómetros da costa do porto de Mocímboa da Praia. No dia seguinte, militantes do EIM lançaram ataques simultâneos contra duas posições militares moçambicanas na floresta de Catupa, alegando ter matado nove pessoas”, lê-se.
As forças de segurança moçambicanas, acrescenta a ACLED, insistem que, pelo menos, um dos ataques, no caso à base de Catupa, conforme noticiado pela Lusa na altura, “foi repelido e que as suas forças mataram cinco militantes”.
“O EIM está entrincheirado na floresta de Catupa desde 2022, apesar dos repetidos esforços das forças moçambicanas e ruandesas para os desalojar”, reconhece a organização.

2026.2.18 Cabo Delgado: Troca de sexo por nota leva UniRovuma a expulsar dois docentes, sete demitidos e um despromovido
A direcção da Universidade UniRovuma, extensão de Montepuez, na província de Cabo Delgado, confirmou o afastamento de dez docentes na sequência de denúncias de corrupção envolvendo alegada troca de notas por favores sexuais.
Segundo a instituição, dois docentes foram expulsos, sete demitidos e um despromovido, tendo ainda sido aplicada uma multa disciplinar, após a comprovação de indícios no âmbito de um processo interno de averiguação.
Em entrevista exclusiva concedida nesta terça-feira (17) à Zumbo FM, a directora da instituição, Helena Mamudo, explicou que antes da decisão final os docentes foram suspensos, de modo a garantir liberdade e transparência nas investigações.
“Antes de qualquer decisão, os docentes foram suspensos para que houvesse liberdade no processo de investigação. Queríamos garantir um trabalho sério, justo e transparente”, afirmou.
De acordo com a directora, as medidas foram tomadas depois da conclusão do processo disciplinar instaurado a nível institucional.
“Diante da denúncia feita a nível institucional, foram tomadas as devidas medidas necessárias. Um grupo de docentes foi expulso e outro demitido. No universo de dez docentes envolvidos, todos foram sancionados e encontram-se fora das suas funções”, esclareceu.
Helena Mamudo acrescentou que, como prevê a lei, os docentes visados recorreram das decisões, estando neste momento a aguardar-se o desfecho final do processo. No entanto, continuam afastados da instituição.
A directora reconheceu que muitos casos semelhantes não chegam ao conhecimento das autoridades por medo ou receio por parte dos estudantes.
“Muitas vezes os estudantes não denunciam por receio. Estamos a sensibilizar tanto os docentes como a Associação dos Estudantes, que tem um papel fundamental na denúncia destes casos. Garantimos que haverá protecção necessária para quem denunciar”, disse.
Segundo explicou, a universidade está igualmente a reforçar o trabalho interno com os docentes, promovendo ética, deontologia profissional e responsabilidade no relacionamento com os estudantes.
A direcção da UniRovuma reafirma que o seu compromisso é garantir um ambiente académico seguro, transparente e respeitador dos direitos dos estudantes, combatendo qualquer prática que coloque em causa a integridade da comunidade universitária.

2026.2.18 Pemba: Mulher perde olho após agressão brutal do ex-namorado
Uma mulher de 40 anos sofreu uma grave agressão na madrugada de domingo passado no bairro de Cariacó, nos arredores da cidade de Pemba, resultando na perda do olho direito.
O principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima, considerado um possível membro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), que se encontra em paradeiro desconhecido. A Polícia da República de Moçambique (PRM) ainda não confirmou oficialmente a ligação do indiciado à corporação.
Segundo a porta-voz da PRM em Cabo Delgado, Eugénia Nhamussua, o incidente ocorreu por volta da uma da manhã, quando o suspeito se apresentou à porta da residência da vítima.
Sem qualquer explicação, o homem lançou uma pedra contra o rosto da mulher, causando ferimentos severos. Após a agressão, a vítima recebeu assistência médica e foi levada para uma unidade hospitalar na cidade de Pemba, onde foi submetida à remoção do olho direito devido à gravidade dos seus ferimentos.
O filho da vítima, de apenas 16 anos, tentou intervir durante a agressão, mas acabou por ser atacado. O suspeito, portando uma faca, infectou o menor com um golpe que resultou em ferimentos ligeiros no braço.
A PRM já deu início às diligências necessárias para localizar e capturar o suspeito. Nhamussua afirmou que, caso se confirme a sua associação à UIR, tal comportamento não é representativo do dever de um agente encarregado da manutenção da lei e da ordem. A porta-voz garantiu que o suspeito será responsabilizado criminalmente.

2026.2.12 Quatro condenados por matarem polícia durante protestos em Moçambique
O Tribunal Judicial de Nampula condenou quatro pessoas por assassinarem um polícia e incendiarem um posto policial durante as manifestações pós-eleitorais no norte de Moçambique, disse hoje à Lusa fonte oficial.
De acordo com a fonte do tribunal, a Sexta Secção Criminal do Tribunal Judicial da Província de Nampula, norte de Moçambique, condenou na quarta-feira quatro cidadãos por envolvimento na destruição, em 23 de dezembro de 2024, da 3.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), no bairro de Namicopo, durante as manifestações pós-eleitorais.
A mesma fonte disse à Lusa que os quatro foram condenados por envolvimento no assassínio de um elemento da PRM naquele dia, com as penas aplicadas a variar entre dois e 26 anos de prisão, além de indemnização à família do agente, no valor de 250 mil meticais (3.295 euros).
“De acordo com os factos provados em tribunal, os condenados incendiaram a infraestrutura policial, causando a sua destruição parcial, e envolveram-se em atos de violência que culminaram na morte do agente da PRM, Alberto José, que se encontrava em serviço na altura dos acontecimentos”, disse à Lusa fonte oficial ligada ao processo.
“O agente foi morto a tiro com a sua própria arma, durante a invasão à esquadra. Os réus foram considerados culpados pelos crimes de homicídio agravado, roubo agravado, posse de armas proibidas e motim”, acrescentou.
Para além das penas de prisão, os quatro condenados vão indemnizar o Estado moçambicano no valor de quatro milhões de meticais (52.744 euros) pela destruição da infraestrutura policial e pelos prejuízos materiais decorrentes do ataque, informou a mesma fonte.
Moçambique viveu desde as eleições de 09 de outubro de 2024 um clima de agitação social, com manifestações e paralisações convocadas por Mondlane, que rejeita os resultados eleitorais que deram vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, no poder, e empossado como quinto Presidente do país.
Segundo Organizações Não-Governamentais (ONG) que acompanham o processo eleitoral, morreram mais de 400 pessoas em confrontos com a polícia, conflitos que cessaram após dois encontros entre Mondlane e Chapo, com vista à pacificação do país.
Em dezembro, o chefe do Estado moçambicano concedeu indulto a 22 pessoas antes condenadas no âmbito “das eleições de 2024 e das manifestações violentas”, segundo o decreto presidencial 49/2025.
No mesmo mês, a plataforma eleitoral Decide, ONG moçambicana que monitoriza os processos eleitorais, avançou que 2.740 pessoas continuavam detidas, de um total de 7.200.

2026.2.11 TRIBUNAL ABSOLVE SAMUEL ERNESTO POR FALTA DE PROVAS NO CASO DE ASSASSINATO DA SHARON
A juíza da 5ª Secção do Tribunal Judicial de Sofala considerou que as contradições entre as testemunhas e a ausência de provas sólidas impedem a condenação do arguido.
Após nove meses de detenção, Samuel Ernesto, de 25 anos, foi absolvido esta quarta-feira do crime de assassinato da sua ex-namorada, Sharon, de 20 anos. O crime, ocorrido em maio do ano passado, chocou a opinião pública quando o corpo da jovem foi encontrado numa vala de drenagem na zona do Matacuane, na cidade da Beira.
A Miramar sabe que Samuel havia sido detido poucos dias após o incidente, sendo apontado pelas autoridades como o principal suspeito da morte macabra.
Segundo apurado pela Miramar, durante o julgamento, as testemunhas arroladas pela família da vítima apresentaram depoimentos contraditórios, o que enfraqueceu a acusação e levou o Ministério Público a solicitar a absolvição do arguido.
A juíza Ana Marcela fundamentou a decisão com base na ausência de elementos que provassem a participação directa de Samuel no crime, sublinhando que as provas produzidas levantaram dúvidas razoáveis sobre a autoria dos factos.
Enquanto a defesa de Samuel Ernesto manifestou satisfação com a sentença, a assistente da família de Sharon já garantiu que irá recorrer da decisão.

2026.2.4 Moçambique apreende carvão vegetal de exploração ilegal
Estima-se que Moçambique perca anualmente 500 milhões de dólares em práticas “insustentáveis” no setor florestal. O Procurador-geral moçambicano defende medidas punitivas contra quem incumprir a lei.
A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental apreendeu esta terça-feira 150 sacos de carvão vegetal frutos de exploração ilegal de florestas, com as autoridades moçambicanas a prometerem mais esforços para defender o meio ambiente.
Em comunicado, a agência avança que a viatura pesada foi intercetada na manhã desta terça-feira, no âmbito das ações de fiscalização florestal rotineiras na cidade e província de Maputo, sul de Moçambique, sendo que o transporte era efetuado “sem a devida documentação legal, configurando uma situação de ilegalidade”.
Segundo a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, no momento da interpelação, os ocupantes da viatura colocaram-se em fuga, tendo abandonado o veículo na via pública.
“A agência reafirma o seu compromisso na proteção dos recursos florestais, no combate à exploração e comercialização ilegal de produtos florestais e na promoção da legalidade ambiental em todo o território nacional”, lê-se no documento.
Em dezembro, a Lusa noticiou que Moçambique perde anualmente 500 milhões de dólares (424,3 milhões de euros) em práticas “insustentáveis” no setor florestal, como a exploração madeireira ilegal e a agricultura de corte e queima, estimou o Forest Stewardship Council (FSC).
De acordo com um comunicado daquela Organização Não-Governamental (ONG), que promove a gestão florestal responsável em todo o mundo, o setor florestal sustenta milhões de moçambicanos rurais através da madeira, carvão vegetal, emprego e outras atividades florestais.
Em agosto de 2024, o Procurador-geral moçambicano disse que o país vai deixar os “discursos inconsequentes” e avançar com medidas punitivas contra fiscais envolvidos no desflorestamento e exploração ilegal de recursos florestais.
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2026.2.3 Padrasto tira a vida a menor de seis anos em crime brutal em Mandlakazi
Uma criança de seis anos de idade foi brutalmente assassinada pelo padrasto na passada quinta-feira, no Posto Administrativo de Chibonzane, aldeia de Pojuane, distrito de Mandlakazi, na província de Gaza. O crime, cometido com recurso a uma catana, mergulhou a comunidade local em profunda consternação devido à extrema violência envolvida.
De acordo com relatos da mãe da menor, citados pela Rádio Xai-Xai, o agressor terá chegado à residência em estado avançado de embriaguez, iniciando agressões físicas contra vários membros da família. No auge do ataque, o homem virou-se contra a criança e desferiu golpes fatais, provocando a sua morte no local.
Ainda segundo informações preliminares, o suspeito alegou, após o crime, que actuou por acreditar que a criança não era sua filha biológica, uma justificação que está a ser analisada pelas autoridades no âmbito do processo de investigação.
As autoridades policiais deslocaram-se ao local e tomaram conta da ocorrência, tendo o corpo da vítima sido encaminhado para os procedimentos legais. O agressor encontra-se sob custódia, enquanto decorrem diligências para o completo esclarecimento do caso.
A tragédia gerou indignação entre os residentes de Pojuane, que exigem justiça e maior atenção às situações de violência doméstica, sobretudo quando envolvem menores.

2026.1.16 Morreram mais 3 garimpeiros em mina de Moçambique. “Trabalham sem regras”
Pelo menos três garimpeiros morreram por asfixia num incidente com um gerador numa mina no distrito de Vanduzi, província de Manica, centro de Moçambique, disse hoje o ministro da Defesa moçambicano.
“Trabalharmos sem regras, [assim] também não podemos continuar. Agora estão a dizer-nos (…) que morreram três pessoas na noite de ontem para hoje, a dormirem em condições deploráveis”, disse o ministro da Defesa, Cristóvão Chume, durante uma visita à mina “Seis carros”, em Manica.
Para o governante, estas mortes por asfixia demonstram a falta de condições de trabalho na região.
“Não há ambulância aqui para estas pessoas. Se calhar, este outro [garimpeiro] que dizem que ainda estava a respirar [quando foi encontrado] poderia ser salvo”, afirmou Chume.
Na semana passada, pelo menos uma pessoa morreu e outras duas ficaram gravemente feridas num desabamento na mesma mina em Manica, avançou na altura fonte do hospital provincial.
O incidente ocorreu na manhã do dia 08, quando um grupo de pessoas invadiu a mina para explorar os recursos, com populares a contabilizarem mais de 100 pessoas no local. Contudo, há registo de que apenas três dos feridos, todos de sexo masculino, deram entrada no Hospital Provincial de Manica.
OS incidentes sucedem numa altura em que vigora a medida do Governo de suspensão de atividades mineiras, como forma de travar a erosão e o arrastamento de terras, face aos impactos ambientais da atividade desordenada.
O Governo moçambicano anunciou, em dezembro, que as mineradoras tinham 90 dias para repor e estabilizar solos, bem como restaurar os caudais de rios afetados pela mineração. O ministro dos Recursos Minerais e Energia recordou estarem em curso medidas para travar a degradação ambiental devido à exploração mineira.
Segundo Estêvão Pale, na província de Manica, onde a mineração foi suspensa, a Agência de Controlo de Qualidade Ambiental notificou em 28 de outubro “25 empresas mineiras para iniciarem o processo de reabilitação das áreas e reposição dos solos degradados resultantes das suas atividades de exploração”, enquanto na província de Tete uma comissão multissetorial avaliava o incumprimento dos planos ambientais.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou, em 17 de setembro, que a mineração está a causar um “desastre ambiental” na região, admitindo a suspensão total da atividade.
A suspensão das licenças mineiras em Manica ocorre após o executivo ter apreciado o relatório do comando operativo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que trabalhou naquela província entre 17 e 19 de julho, para avaliar a situação ambiental face à mineração.
A comissão constatou no terreno uma “mineração descontrolada” feita por operadores licenciados, com empresas a operar sem plano de recuperação ambiental e sistemas de contenção de resíduos, além de violações dos direitos dos trabalhadores.
O executivo classificou então como crítica a situação ambiental em Manica, apontando para a “grave poluição” dos rios que apresentam “águas com coloração avermelhada, turva e opaca”, resultante de lavagem direta de minérios e despejo de resíduos desta atividade sem qualquer tratamento.
Perante este cenário, o Governo criou uma comissão interministerial, que integra os ministérios da Defesa, dos Recursos Minerais e Energia, do Interior, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, das Finanças, da Economia, da Agricultura, Ambiente e Pesca, da Saúde, da Justiça e do Trabalho, Género e Ação Social.

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