Mozambique! 2026 Ataques Terroristas: oito pessoas raptadas em Mocímboa da Praia, Polícia da República de Moçambique desmantela rede de falsificação em Maputo, Pelo menos 13 detidos fugiram de cadeia policial em Moçambique, Três supostos terroristas abatidos por militares moçambicanos em Macomia, Quatro condenados por matarem polícia durante protestos em Moçambique, Cabo Delgado: Troca de sexo por nota leva UniRovuma a expulsar dois docentes sete demitidos e um despromovido, Padrasto tira a vida a menor de seis anos em crime brutal em Mandlakazi, A juíza da 5ª Secção do Tribunal Judicial de Sofala considerou que as contradições entre as testemunhas e a ausência de provas sólidas impedem a condenação do arguido, Tribunal ordena captura de Jota Pachoneia, Pemba: Mulher perde olho após agressão brutal do ex-namorado, Morreram mais 3 garimpeiros em mina de Moçambique. “Trabalham sem regras”, Moçambique apreende carvão vegetal de exploração ilegal

2026.2.23 Ataques Terroristas: oito pessoas raptadas em Mocímboa da Praia
Oito pessoas, incluindo dois pescadores, foram raptadas na sexta-feira (20), supostamente por um grupo de terroristas que, desde quinta-feira, circulava nas imediações das pequenas comunidades de Kitope e Anga, no distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.
No entanto, suspeita-se que as vítimas, todas do sexo masculino, tenham sido recrutadas pelos terroristas para ajudarem a retirar uma embarcação que se encontrava encalhada ao longo da costa, por um lado, ou para ajudar a carregar seus produtos, por outro lado.
Fontes locais disseram à “Carta” que, desde a aproximação do mês de jejum para os crentes da religião muçulmana, os terroristas têm intensificado os seus movimentos pelas ilhas de Mocímboa da Praia, dando como exemplo a sua presença recente na ilha Nhonge e na região de Makulo para aquisição de alimentos. Há duas semanas, um grupo de terroristas deslocou-se à aldeia de Anga à procura de alimentos, tendo obrigado a população a vender-lhes produtos alimentares.
Aliás, é pelo suposto bom comportamento dos insurgentes que as fontes acreditam que as vítimas poderão ser libertadas pelo grupo, visto que, nos últimos tempos, os terroristas não têm protagonizado actos de violência contra civis.
Refira-se que fora das incursões reportadas, que alegadamente não se traduzem em actos de violência, os residentes da vila de Mocímboa da Praia descrevem que a vida decorre com uma relativa normalmente, apesar de a autarquia ainda enfrentar desafios na prestação de serviços e de infra-estruturas em condições.

2026.2.20 Tribunal ordena captura de Jota Pachoneia
O silêncio que marcou as primeiras horas após a recolha do activista social Joaquim “Jota” Pachoneia começou a dissipar-se. O porta-voz do Tribunal Judicial da Província de Nampula, Victor Vilanculos, confirmou que o defensor dos direitos humanos foi detido por ordem judicial.
De acordo com o responsável, a ordem de detenção foi emitida pelo Tribunal Judicial Distrital de Mossuril, na sequência de um pedido apresentado pela Procuradoria. Em causa estará a não comparência de Pachoneia em audiências judiciais para as quais havia sido regularmente notificado.
Segundo explicou Vilanculos, a detenção visa assegurar a chamada “audição sob custódia”, um mecanismo legal utilizado quando o arguido não comparece voluntariamente perante o tribunal, permitindo às autoridades garantir a sua presença para prestar declarações.
A confirmação surge depois de horas de incerteza e especulação, alimentadas pela falta de informação imediata sobre o paradeiro do activista, que foi interpelado pela polícia na via pública, na Avenida Eduardo Mondlane, na cidade de Nampula.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre as diligências subsequentes nem sobre a eventual aplicação de medidas de coação. O caso continua a gerar forte atenção pública e NGANI acompanha os desenvolvimentos e trará novas informações à medida que forem oficialmente confirmadas.

2026.2.20 Polícia da República de Moçambique desmantela rede de falsificação em Maputo
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a desarticulação de uma rede de falsificação de livretes de automóveis, composta por três indivíduos, na cidade de Maputo.
A operação resultou na apreensão de 291 documentos, que incluíam títulos de propriedade, cadernetas de transporte rodoviário, carimbos e selos de várias instituições do sector dos transportes.
Segundo a PRM, o grupo era responsável pela emissão de documentação em menos de 48 horas para veículos de origem duvidosa, com ênfase em automóveis ligeiros e semi-colectivos de passageiros. Os preços de venda dos documentos fraudulentos variavam entre 2.500 e 5.000 meticais.
Um dos acusados, com 52 anos, foi detido na zona do Zimpeto enquanto tentava entregar um livrete a um agente da polícia disfarçado de cliente. Em declarações, o suspeito revelou que exercia esta actividade há aproximadamente três meses. O alegado líder da rede afirmou que obtinha os materiais junto de um cidadão sul-africano e contava com um cúmplice encarregado da angariação de clientes.
Marta Pereira, porta-voz da PRM em Maputo, declarou que os detidos forneciam documentação a indivíduos que possuíam automóveis roubados ou de origem ilícita. A PRM confirmou que as investigações continuam, visando responsabilizar todos os implicados na operação.

2026.2.19 Pelo menos 13 detidos fugiram de cadeia policial em Moçambique
Pelo menos 13 pessoas que estavam detidas evadiram-se da cadeia do comando distrital da polícia em Mossuril, província moçambicana de Nampula, na madrugada de quarta-feira, em circunstâncias por esclarecer, disse hoje fonte oficial.
Pelo menos 13 pessoas que estavam detidas evadiram-se da cadeia do comando distrital da polícia em Mossuril, província moçambicana de Nampula, na madrugada de quarta-feira, em circunstâncias por esclarecer, disse hoje fonte oficial.
“Confirmamos o caso. Trata-se de 13 reclusos que, na madrugada de ontem [quarta-feira], se evadiram das celas do comando distrital”, disse à Lusa o chefe de relações públicas do comando provincial de Nampula da Polícia da República de Moçambique (PRM), Dércio Samuel.
De acordo com o porta-voz, a fuga foi detetada nas primeiras horas do dia, quando os efetivos de serviço se aperceberam da ausência dos detidos, tendo sido desencadeadas diligências para localizar e recapturar os fugitivos.
“O comando distrital está a trabalhar com vista a apurar como tudo teria acontecido. Neste momento, equipas especializadas já estão envolvidas na investigação do caso. A prioridade é esclarecer os contornos da fuga e responsabilizar eventuais envolvidos”, disse ainda.
Nesta fase, acrescentou Dércio Samuel, a polícia não pode avançar pormenores sobre as identidades dos reclusos ou os crimes pelos quais estavam detidos.
“Não podemos avançar mais detalhes sem que a equipa destinada traga informações detalhadas”, declarou, pedindo à população local para manter a calma e comunicar às autoridades qualquer informação que possa contribuir para a localização dos evadidos.

2026.2.19 Três supostos terroristas abatidos por militares moçambicanos em Macomia
Pelo menos três supostos terroristas foram abatidos e vários outros ficaram feridos após confrontos com as Forças de Defesa e Seguraça moçambicanas no posto administrativo de Quiterajo, Macomia, província de Cabo Delgado, disseram hoje à Lusa fontes militares.
“Dos confrontos nas matas de Quiterajo resultaram três terroristas mortos e outros ficaram feridos”, disse uma fonte militar a partir de Macomia, avançando que o ataque aconteceu na semana passada, naquela zona do centro da província de Cabo Delgado.
Estes confrontos aconteceram após uma rusga das forças moçambicanas numa zona remota, a cerca de 70 quilómetros da vila de Macomia, numa tentativa de desalojar terroristas que circulam entre as naquelas matas.
“É uma ofensiva que tem mesmo o objetivo de desalojar rebeldes nas matas de Quiterajo e Mucojo, para trazer sossego nas comunidades”, disse a fonte.
A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
A organização ACLED estima que a província moçambicana de Cabo Delgado tenha registado oito eventos violentos em duas semanas, entre janeiro e fevereiro, metade envolvendo extremistas do Estado Islâmico, provocando pelo menos 17 mortos, elevando para 6.449 os óbitos desde 2017.
De acordo com o último relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), com dados de 26 de janeiro a 08 de fevereiro, noticiado anteriormente pela Lusa, dos 2.320 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.152 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
Estes ataques provocaram em oito anos e meio 6.449 mortos, refere no novo balanço, incluindo as 17 vítimas reportadas neste período de duas semanas.
No relatório refere-se que neste período o Estado Islâmico de Moçambique (EIM) “entrou em confronto com as forças moçambicanas nos distritos de Mocímboa da Praia e Macomia”.
“No dia 30 de janeiro, uma patrulha naval confrontou-se com o EIM na ilha de Muissune, a mais de 20 quilómetros da costa do porto de Mocímboa da Praia. No dia seguinte, militantes do EIM lançaram ataques simultâneos contra duas posições militares moçambicanas na floresta de Catupa, alegando ter matado nove pessoas”, lê-se.
As forças de segurança moçambicanas, acrescenta a ACLED, insistem que, pelo menos, um dos ataques, no caso à base de Catupa, conforme noticiado pela Lusa na altura, “foi repelido e que as suas forças mataram cinco militantes”.
“O EIM está entrincheirado na floresta de Catupa desde 2022, apesar dos repetidos esforços das forças moçambicanas e ruandesas para os desalojar”, reconhece a organização.

2026.2.18 Cabo Delgado: Troca de sexo por nota leva UniRovuma a expulsar dois docentes, sete demitidos e um despromovido
A direcção da Universidade UniRovuma, extensão de Montepuez, na província de Cabo Delgado, confirmou o afastamento de dez docentes na sequência de denúncias de corrupção envolvendo alegada troca de notas por favores sexuais.
Segundo a instituição, dois docentes foram expulsos, sete demitidos e um despromovido, tendo ainda sido aplicada uma multa disciplinar, após a comprovação de indícios no âmbito de um processo interno de averiguação.
Em entrevista exclusiva concedida nesta terça-feira (17) à Zumbo FM, a directora da instituição, Helena Mamudo, explicou que antes da decisão final os docentes foram suspensos, de modo a garantir liberdade e transparência nas investigações.
“Antes de qualquer decisão, os docentes foram suspensos para que houvesse liberdade no processo de investigação. Queríamos garantir um trabalho sério, justo e transparente”, afirmou.
De acordo com a directora, as medidas foram tomadas depois da conclusão do processo disciplinar instaurado a nível institucional.
“Diante da denúncia feita a nível institucional, foram tomadas as devidas medidas necessárias. Um grupo de docentes foi expulso e outro demitido. No universo de dez docentes envolvidos, todos foram sancionados e encontram-se fora das suas funções”, esclareceu.
Helena Mamudo acrescentou que, como prevê a lei, os docentes visados recorreram das decisões, estando neste momento a aguardar-se o desfecho final do processo. No entanto, continuam afastados da instituição.
A directora reconheceu que muitos casos semelhantes não chegam ao conhecimento das autoridades por medo ou receio por parte dos estudantes.
“Muitas vezes os estudantes não denunciam por receio. Estamos a sensibilizar tanto os docentes como a Associação dos Estudantes, que tem um papel fundamental na denúncia destes casos. Garantimos que haverá protecção necessária para quem denunciar”, disse.
Segundo explicou, a universidade está igualmente a reforçar o trabalho interno com os docentes, promovendo ética, deontologia profissional e responsabilidade no relacionamento com os estudantes.
A direcção da UniRovuma reafirma que o seu compromisso é garantir um ambiente académico seguro, transparente e respeitador dos direitos dos estudantes, combatendo qualquer prática que coloque em causa a integridade da comunidade universitária.

2026.2.18 Pemba: Mulher perde olho após agressão brutal do ex-namorado
Uma mulher de 40 anos sofreu uma grave agressão na madrugada de domingo passado no bairro de Cariacó, nos arredores da cidade de Pemba, resultando na perda do olho direito.
O principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima, considerado um possível membro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), que se encontra em paradeiro desconhecido. A Polícia da República de Moçambique (PRM) ainda não confirmou oficialmente a ligação do indiciado à corporação.
Segundo a porta-voz da PRM em Cabo Delgado, Eugénia Nhamussua, o incidente ocorreu por volta da uma da manhã, quando o suspeito se apresentou à porta da residência da vítima.
Sem qualquer explicação, o homem lançou uma pedra contra o rosto da mulher, causando ferimentos severos. Após a agressão, a vítima recebeu assistência médica e foi levada para uma unidade hospitalar na cidade de Pemba, onde foi submetida à remoção do olho direito devido à gravidade dos seus ferimentos.
O filho da vítima, de apenas 16 anos, tentou intervir durante a agressão, mas acabou por ser atacado. O suspeito, portando uma faca, infectou o menor com um golpe que resultou em ferimentos ligeiros no braço.
A PRM já deu início às diligências necessárias para localizar e capturar o suspeito. Nhamussua afirmou que, caso se confirme a sua associação à UIR, tal comportamento não é representativo do dever de um agente encarregado da manutenção da lei e da ordem. A porta-voz garantiu que o suspeito será responsabilizado criminalmente.

2026.2.12 Quatro condenados por matarem polícia durante protestos em Moçambique
O Tribunal Judicial de Nampula condenou quatro pessoas por assassinarem um polícia e incendiarem um posto policial durante as manifestações pós-eleitorais no norte de Moçambique, disse hoje à Lusa fonte oficial.
De acordo com a fonte do tribunal, a Sexta Secção Criminal do Tribunal Judicial da Província de Nampula, norte de Moçambique, condenou na quarta-feira quatro cidadãos por envolvimento na destruição, em 23 de dezembro de 2024, da 3.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), no bairro de Namicopo, durante as manifestações pós-eleitorais.
A mesma fonte disse à Lusa que os quatro foram condenados por envolvimento no assassínio de um elemento da PRM naquele dia, com as penas aplicadas a variar entre dois e 26 anos de prisão, além de indemnização à família do agente, no valor de 250 mil meticais (3.295 euros).
“De acordo com os factos provados em tribunal, os condenados incendiaram a infraestrutura policial, causando a sua destruição parcial, e envolveram-se em atos de violência que culminaram na morte do agente da PRM, Alberto José, que se encontrava em serviço na altura dos acontecimentos”, disse à Lusa fonte oficial ligada ao processo.
“O agente foi morto a tiro com a sua própria arma, durante a invasão à esquadra. Os réus foram considerados culpados pelos crimes de homicídio agravado, roubo agravado, posse de armas proibidas e motim”, acrescentou.
Para além das penas de prisão, os quatro condenados vão indemnizar o Estado moçambicano no valor de quatro milhões de meticais (52.744 euros) pela destruição da infraestrutura policial e pelos prejuízos materiais decorrentes do ataque, informou a mesma fonte.
Moçambique viveu desde as eleições de 09 de outubro de 2024 um clima de agitação social, com manifestações e paralisações convocadas por Mondlane, que rejeita os resultados eleitorais que deram vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, no poder, e empossado como quinto Presidente do país.
Segundo Organizações Não-Governamentais (ONG) que acompanham o processo eleitoral, morreram mais de 400 pessoas em confrontos com a polícia, conflitos que cessaram após dois encontros entre Mondlane e Chapo, com vista à pacificação do país.
Em dezembro, o chefe do Estado moçambicano concedeu indulto a 22 pessoas antes condenadas no âmbito “das eleições de 2024 e das manifestações violentas”, segundo o decreto presidencial 49/2025.
No mesmo mês, a plataforma eleitoral Decide, ONG moçambicana que monitoriza os processos eleitorais, avançou que 2.740 pessoas continuavam detidas, de um total de 7.200.

2026.2.11 TRIBUNAL ABSOLVE SAMUEL ERNESTO POR FALTA DE PROVAS NO CASO DE ASSASSINATO DA SHARON
A juíza da 5ª Secção do Tribunal Judicial de Sofala considerou que as contradições entre as testemunhas e a ausência de provas sólidas impedem a condenação do arguido.
Após nove meses de detenção, Samuel Ernesto, de 25 anos, foi absolvido esta quarta-feira do crime de assassinato da sua ex-namorada, Sharon, de 20 anos. O crime, ocorrido em maio do ano passado, chocou a opinião pública quando o corpo da jovem foi encontrado numa vala de drenagem na zona do Matacuane, na cidade da Beira.
A Miramar sabe que Samuel havia sido detido poucos dias após o incidente, sendo apontado pelas autoridades como o principal suspeito da morte macabra.
Segundo apurado pela Miramar, durante o julgamento, as testemunhas arroladas pela família da vítima apresentaram depoimentos contraditórios, o que enfraqueceu a acusação e levou o Ministério Público a solicitar a absolvição do arguido.
A juíza Ana Marcela fundamentou a decisão com base na ausência de elementos que provassem a participação directa de Samuel no crime, sublinhando que as provas produzidas levantaram dúvidas razoáveis sobre a autoria dos factos.
Enquanto a defesa de Samuel Ernesto manifestou satisfação com a sentença, a assistente da família de Sharon já garantiu que irá recorrer da decisão.

2026.2.4 Moçambique apreende carvão vegetal de exploração ilegal
Estima-se que Moçambique perca anualmente 500 milhões de dólares em práticas “insustentáveis” no setor florestal. O Procurador-geral moçambicano defende medidas punitivas contra quem incumprir a lei.
A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental apreendeu esta terça-feira 150 sacos de carvão vegetal frutos de exploração ilegal de florestas, com as autoridades moçambicanas a prometerem mais esforços para defender o meio ambiente.
Em comunicado, a agência avança que a viatura pesada foi intercetada na manhã desta terça-feira, no âmbito das ações de fiscalização florestal rotineiras na cidade e província de Maputo, sul de Moçambique, sendo que o transporte era efetuado “sem a devida documentação legal, configurando uma situação de ilegalidade”.
Segundo a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, no momento da interpelação, os ocupantes da viatura colocaram-se em fuga, tendo abandonado o veículo na via pública.
“A agência reafirma o seu compromisso na proteção dos recursos florestais, no combate à exploração e comercialização ilegal de produtos florestais e na promoção da legalidade ambiental em todo o território nacional”, lê-se no documento.
Em dezembro, a Lusa noticiou que Moçambique perde anualmente 500 milhões de dólares (424,3 milhões de euros) em práticas “insustentáveis” no setor florestal, como a exploração madeireira ilegal e a agricultura de corte e queima, estimou o Forest Stewardship Council (FSC).
De acordo com um comunicado daquela Organização Não-Governamental (ONG), que promove a gestão florestal responsável em todo o mundo, o setor florestal sustenta milhões de moçambicanos rurais através da madeira, carvão vegetal, emprego e outras atividades florestais.
Em agosto de 2024, o Procurador-geral moçambicano disse que o país vai deixar os “discursos inconsequentes” e avançar com medidas punitivas contra fiscais envolvidos no desflorestamento e exploração ilegal de recursos florestais.
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2026.2.3 Padrasto tira a vida a menor de seis anos em crime brutal em Mandlakazi
Uma criança de seis anos de idade foi brutalmente assassinada pelo padrasto na passada quinta-feira, no Posto Administrativo de Chibonzane, aldeia de Pojuane, distrito de Mandlakazi, na província de Gaza. O crime, cometido com recurso a uma catana, mergulhou a comunidade local em profunda consternação devido à extrema violência envolvida.
De acordo com relatos da mãe da menor, citados pela Rádio Xai-Xai, o agressor terá chegado à residência em estado avançado de embriaguez, iniciando agressões físicas contra vários membros da família. No auge do ataque, o homem virou-se contra a criança e desferiu golpes fatais, provocando a sua morte no local.
Ainda segundo informações preliminares, o suspeito alegou, após o crime, que actuou por acreditar que a criança não era sua filha biológica, uma justificação que está a ser analisada pelas autoridades no âmbito do processo de investigação.
As autoridades policiais deslocaram-se ao local e tomaram conta da ocorrência, tendo o corpo da vítima sido encaminhado para os procedimentos legais. O agressor encontra-se sob custódia, enquanto decorrem diligências para o completo esclarecimento do caso.
A tragédia gerou indignação entre os residentes de Pojuane, que exigem justiça e maior atenção às situações de violência doméstica, sobretudo quando envolvem menores.

2026.1.16 Morreram mais 3 garimpeiros em mina de Moçambique. “Trabalham sem regras”
Pelo menos três garimpeiros morreram por asfixia num incidente com um gerador numa mina no distrito de Vanduzi, província de Manica, centro de Moçambique, disse hoje o ministro da Defesa moçambicano.
“Trabalharmos sem regras, [assim] também não podemos continuar. Agora estão a dizer-nos (…) que morreram três pessoas na noite de ontem para hoje, a dormirem em condições deploráveis”, disse o ministro da Defesa, Cristóvão Chume, durante uma visita à mina “Seis carros”, em Manica.
Para o governante, estas mortes por asfixia demonstram a falta de condições de trabalho na região.
“Não há ambulância aqui para estas pessoas. Se calhar, este outro [garimpeiro] que dizem que ainda estava a respirar [quando foi encontrado] poderia ser salvo”, afirmou Chume.
Na semana passada, pelo menos uma pessoa morreu e outras duas ficaram gravemente feridas num desabamento na mesma mina em Manica, avançou na altura fonte do hospital provincial.
O incidente ocorreu na manhã do dia 08, quando um grupo de pessoas invadiu a mina para explorar os recursos, com populares a contabilizarem mais de 100 pessoas no local. Contudo, há registo de que apenas três dos feridos, todos de sexo masculino, deram entrada no Hospital Provincial de Manica.
OS incidentes sucedem numa altura em que vigora a medida do Governo de suspensão de atividades mineiras, como forma de travar a erosão e o arrastamento de terras, face aos impactos ambientais da atividade desordenada.
O Governo moçambicano anunciou, em dezembro, que as mineradoras tinham 90 dias para repor e estabilizar solos, bem como restaurar os caudais de rios afetados pela mineração. O ministro dos Recursos Minerais e Energia recordou estarem em curso medidas para travar a degradação ambiental devido à exploração mineira.
Segundo Estêvão Pale, na província de Manica, onde a mineração foi suspensa, a Agência de Controlo de Qualidade Ambiental notificou em 28 de outubro “25 empresas mineiras para iniciarem o processo de reabilitação das áreas e reposição dos solos degradados resultantes das suas atividades de exploração”, enquanto na província de Tete uma comissão multissetorial avaliava o incumprimento dos planos ambientais.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou, em 17 de setembro, que a mineração está a causar um “desastre ambiental” na região, admitindo a suspensão total da atividade.
A suspensão das licenças mineiras em Manica ocorre após o executivo ter apreciado o relatório do comando operativo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que trabalhou naquela província entre 17 e 19 de julho, para avaliar a situação ambiental face à mineração.
A comissão constatou no terreno uma “mineração descontrolada” feita por operadores licenciados, com empresas a operar sem plano de recuperação ambiental e sistemas de contenção de resíduos, além de violações dos direitos dos trabalhadores.
O executivo classificou então como crítica a situação ambiental em Manica, apontando para a “grave poluição” dos rios que apresentam “águas com coloração avermelhada, turva e opaca”, resultante de lavagem direta de minérios e despejo de resíduos desta atividade sem qualquer tratamento.
Perante este cenário, o Governo criou uma comissão interministerial, que integra os ministérios da Defesa, dos Recursos Minerais e Energia, do Interior, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, das Finanças, da Economia, da Agricultura, Ambiente e Pesca, da Saúde, da Justiça e do Trabalho, Género e Ação Social.

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